O relator do caso no STF é o ministro Alexandre de Moraes, e cabe a ele encaminhar a denúncia para a Primeira Turma da Corte, composta por Zanin, Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. As reações dos envolvidos demonstraram posicionamentos distintos. Dino afirmou não ter desconforto em avaliar o caso de Bolsonaro e ressaltou a importância da ampla defesa. Por outro lado, Gilmar Mendes, decano do STF, argumentou que não há motivos para excluir os magistrados do julgamento, salientando que os ministros têm capacidade para distinguir questões pessoais das decisões a serem tomadas.
Os debates em torno da participação de Dino e Zanin no julgamento despertaram reflexões sobre a imparcialidade dos ministros e a capacidade de separar questões pessoais das judiciais. A defesa de Bolsonaro levantou preocupações quanto à influência de acontecimentos passados na neutralidade dos julgadores, enquanto as reações de Dino e Gilmar Mendes enfatizaram a importância da justiça ser conduzida de forma equilibrada e imparcial.
A atuação do STF em casos de grande repercussão política, como o julgamento da denúncia de golpe de Estado contra Bolsonaro, evidencia a importância da transparência e da confiança na instituição. A manutenção da imparcialidade dos ministros é essencial para garantir a credibilidade e a legitimidade das decisões tomadas pela Suprema Corte. A manifestação solicitada por Barroso a Dino e Zanin é um reflexo do cuidado e da responsabilidade que permeiam o processo judicial envolvendo figuras públicas de destaque no cenário político nacional.



