Estudante de enfermagem queimada viva: acusado de matar a ex é julgado no Rio
A mulher tinha 38 anos quando foi encontrada carbonizada depois de sumir na Zona
Oeste do Rio em 2023. O ex-marido foi preso na mesma semana.
Raphaela Salsa Ferreira, estudante de enfermagem de 38 anos, foi vítima de um crime brutal que chocou a todos. O laudo apontou que ela foi queimada ainda viva, revelando a crueldade do ato. O ex-marido foi preso como principal suspeito do crime, e agora, a Justiça do Rio começa a julgá-lo. Vagner Dias de Oliveira é réu pela morte de Raphaela e terá seu destino decidido no Tribunal do Júri a partir desta quarta-feira.
O laudo de necropsia revelou detalhes assustadores do crime. Vestígios de fuligem na língua indicam que a vítima foi queimada viva até asfixiar com a fumaça, um cenário de horror que chocou a sociedade. O perito responsável afirmou que a morte se deu por intoxicação pela fumaça, asfixia e ação bioquímica e térmica. O exame apontou que a vítima estava viva durante o evento térmico, aumentando a gravidade da situação.
Vagner Dias, ex-marido de Raphaela, teve sua transferência para o sistema prisional do Rio. Familiares da vítima relataram um passado conturbado de ciúmes e medo relacionado ao acusado. Raphaela temia as reações violentas de Vagner, especialmente após a separação do casal. A filha, a prima e o namorado da vítima confirmaram a conturbada relação entre eles, destacando o comportamento obsessivo do acusado.
As investigações apontaram que Raphaela foi levada por Vagner até um posto de gasolina, onde ele comprou gasolina que seria usada para queimá-la viva. O crime bárbaro chocou a todos e revelou a dimensão da crueldade humana. A vítima foi encontrada carbonizada parcialmente em uma mata às margens da BR-101, a mais de 40 quilômetros de sua residência. O reconhecimento do corpo se deu por características físicas, como arcada dentária e tatuagens.
O desfecho desse julgamento trará justiça para a família de Raphaela e para a sociedade como um todo. Um crime tão brutal não pode ficar impune, e a condenação do acusado é essencial para a segurança de todos. A dor causada por essa perda irreparável será amenizada pela certeza de que a justiça foi feita. Que casos como esse sirvam de alerta para a prevenção e combate à violência contra a mulher.




