As defesas dos réus pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em 2021, elaboraram diferentes estratégias para tentar a absolvição no júri popular que começa nesta segunda-feira (23).
Os advogados de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, apostam na contestação de provas periciais para tentar absolver o réu e na falta de acesso a outros elementos da investigação para, ao menos, adiar o júri.
Já a defesa de Monique Medeiros pretende provar no Tribunal do Júri que ela não tinha conhecimento das agressões contra o filho e que vivia sob uma rotina de violência nas mãos de Jairinho, apontado por ela como o responsável pela morte de Henry.
Defesas dos réus
A defesa de Jairinho alegou diversas vezes, no curso do processo, que os diferentes laudos apresentados pela perícia para comprovar as causas da morte de Henry Borel tinham contradições entre si, com respostas antagônicas em curto intervalo de tempo.
Segundo a defesa, o perito legista Leonardo Tauil admitiu, em uma audiência de instrução do caso, que alterou um dos laudos, elaborado em 20 de abril de 2021, após contato com a então chefe do IML.
Para a defesa, a conversa levou a uma mudança no documento para favorecer a acusação, o que pode levar à anulação do júri.
Depressão de Monique
A pedagoga Monique Medeiros está presa no Presídio Talavera Bruce e vem sendo preparada diariamente para o júri. Os advogados dizem que o estado mental dela com a proximidade do julgamento é de fragilidade.
Segundo o advogado Hugo Novais, Monique ficou meses sem acesso ao processo e agora vem enfrentando uma depressão com a proximidade do julgamento.
A defesa vai tentar demonstrar que Monique não se omitiu no dever de proteger o filho e que Jairinho e a babá foram responsáveis pela morte do menino.




