Acusada de pagar por feitiço e ouvir proposta para matar atual do ex é julgada nesta sexta-feira em SC
O caso que chocou a cidade de Chapecó, em 2019, teve início do julgamento da mulher envolvida na tentativa de homicídio contra a companheira do ex-marido. Após procurar uma vidente e pagar R$ 300 mil por um feitiço para tentar reatar a relação com seu ex, sem sucesso, a cartomante teria sugerido o assassinato como solução. A vítima sobreviveu aos três tiros na cabeça, mas ficou com sequelas graves.
O crime complexo envolveu outros participantes que já foram condenados anteriormente e ganhou destaque estadual devido à sua trama intricada. O Tribunal de Justiça (TJ) informou que a sessão do júri encerrará esse caso com grande repercussão em Santa Catarina e marcará um capítulo importante para a justiça no estado.
O julgamento da acusada estava previsto para dezembro de 2025, porém foi adiado devido a alegações dos advogados de que a mulher estava internada em uma clínica psiquiátrica. Nesta sexta-feira, a sessão teve início pela manhã com a seleção dos jurados para decidirem o rumo desse desfecho.
No dia 3 de junho de 2019, o crime foi cometido no centro de Chapecó, onde a vítima foi alvejada pelo atirador, um nacional paraguaio que foi preso minutos após o episódio. As câmeras de monitoramento registraram parte da ação, evidenciando a frieza do ataque.
O mandante dos disparos foi apontado como o marido da cartomante, que arquitetou o plano para executar a companheira. O atirador recebeu ordens para simular um latrocínio no momento do ataque, visando acobertar o verdadeiro motivo por trás da violência.
Após o crime, a acusada foi alvo de extorsão pela cartomante, que pediu mais R$ 800 mil para fugir com seu marido, ameaçando a vida da cliente e de seu neto. Uma parte desse valor foi transacionada, e os envolvidos foram condenados por suas ações, com penas que variam de anos de prisão em regime fechado.
A justiça se fez valer com as condenações dos culpados, demonstrando que crimes motivados por vingança e propósitos mórbidos não serão tolerados. A decisão judicial trouxe um alívio para a vítima e a sociedade, exemplificando que a violência e a maldade terão consequências severas nos tribunais.




