Juliana Faustino Bassetto é velada após morte por intoxicação na academia: enterro hoje no Cemitério Quarta Parada

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O corpo de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu após nadar na piscina da academia C4 GYM, foi velado nesta segunda-feira (9) no Jardim Avelino, na Zona Leste de São Paulo. O enterro deve ocorrer às 14h no Cemitério Quarta Parada, também na Zona Leste. O marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, e um adolescente de 14 anos chamado Gabriel, que estavam na aula, estão internados em estado grave. Vinicius foi entubado na noite de domingo (8).

Segundo a polícia, a principal suspeita é a de que Juliana tenha morrido após ter se intoxicado por inalar uma mistura dos produtos químicos usados para a limpeza da piscina. Investigadores encontraram no local um balde com cerca de 20 litros dessa mistura. Em nota, a direção da Academia C4 GYM disse que lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade e afirmou que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos.

Parentes relataram à TV Globo que Juliana e Vinícius se casaram em dezembro de 2024, tinham acabado de comprar um apartamento e faziam planos para ter filhos. A família também contou que ela era apaixonada por ioga e fazia parte de uma comunidade espírita. O caso ocorreu no sábado (7). Juliana e Vinícius estavam na aula, como de costume, quando notaram que a água da piscina apresentava odor e gosto anormais. Como se sentiram mal, eles comunicaram o professor responsável e todos os alunos se retiraram do local.

O casal, então, foi até o Hospital Santa Helena, em Santo André. O quadro de Juliana se agravou e evoluiu para uma parada cardíaca. Ela não resistiu e morreu. Já Vinícius precisou ser internado. Seu estado é grave. Segundo a polícia, um adolescente de 14 anos também passou mal e até a noite deste domingo (8) seguia internado em estado grave. Outras duas pessoas também receberam atendimento médico e foram liberadas.

A academia C4 GYM não tinha alvará de funcionamento e foi interditada neste domingo (8) pela Vigilância Sanitária, informou a Polícia Civil. A investigação aponta possível intoxicação por inalar produtos químicos que estavam na área da piscina. Contudo, também não descarta a possibilidade de que havia produto na água. “Estamos aguardando a liberação do espaço para saber que produtos foram utilizados para a gente conseguir entender como se deram a dinâmica dos fatos. Estamos tentando localizar os responsáveis, o professor que estava dando aula. Testemunhas disseram que quem fazia a mistura dos produtos era o manobrista”, ressaltou o delegado.

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