O júri popular do motorista acusado de atropelar e matar um jovem em Araguari foi mais uma vez adiado. Guilherme Magalhães Chicorsqui, de 30 anos, é réu no caso que ocorreu em outubro de 2020 na cidade. O julgamento estava marcado para esta quarta-feira (2), porém foi adiado devido à ausência dos advogados de defesa. Essa é a segunda vez que o júri é adiado em pouco mais de uma semana.
De acordo com relatos de testemunhas à Polícia Militar, o motorista estava embriagado e realizando manobras perigosas com o carro no Centro de Araguari. Após ser alertado por um grupo de pessoas na rua, o condutor começou a discutir com o grupo e, em seguida, avançou com o veículo na direção de um dos integrantes, um jovem de 20 anos. O jovem, identificado como Vitor Antônio Silva, foi socorrido com ferimentos graves, internado, mas não resistiu.
O Ministério Público de Araguari, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, informou que os adiamentos recorrentes do julgamento são resultado de “manobras da defesa”. O órgão criticou a desatualização do Código Processual Penal, que, segundo eles, permite tais comportamentos defensivos. Por outro lado, o advogado de defesa, Adriano Parreira, explicou que os adiamentos anteriores foram determinados pelo juiz e que a ausência na audiência recente ocorreu por conflito de agenda, com pedido de remarcação.
O acusado pelo atropelamento e morte, Guilherme Magalhães Chicorsqui, foi solto pela justiça após conseguir um habeas corpus. No entanto, o Tribunal Judiciário de Minas Gerais expediu um novo mandado de prisão por homicídio doloso. O réu foi novamente preso após ser encontrado escondido na casa da avó, no Bairro Granada, em Uberlândia. A família da vítima realizou um protesto pedindo justiça pela morte do jovem.
O julgamento que estava marcado para a semana passada e foi adiado por falta de acesso da defesa a vídeos e fotos que seriam usados no tribunal, foi remarcado para esta quarta-feira, mas a sessão foi novamente adiada para junho devido à ausência dos advogados de defesa. A mãe de Vitor Antônio Silva, acompanhando o processo, pede justiça pela morte do filho. Até o momento, a família continua em busca de respostas e aguarda que o acusado seja responsabilizado pelo crime cometido em Araguari.