Juro bancário sobe em 2025 com Selic alta: crédito desacelera e inadimplência avança

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Com Selic alta para conter inflação, juro bancário sobe em 2025, crédito desacelera e inadimplência avança

Taxa Selic fixada pelo BC subiu 2,25 pontos percentuais em 2025, e fechou o período em 15% ao ano, maior nível em quase duas décadas. Juro bancário subiu mais do que a taxa básica no ano passado, desacelerando o ritmo de alta do crédito e elevando a inadimplência.

A taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas subiu 6,5 pontos percentuais em 2025 – e fechou o mês de dezembro em 47,2% ao ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central. O aumento de 6,5 pontos percentuais registrado em 2025 foi o maior desde 2022, quando a taxa média de juros dos bancos cresceu 7,8 pontos percentuais.

O juro foi calculado com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em 2025, a taxa Selic subiu 2,25 pontos percentuais e, atualmente, está no maior nível em quase 20 anos. Com isso, os bancos não só repassaram o aumento dos juros básicos da economia, definidos pelo BC para conter a inflação — como também elevaram sua taxa acima disso.

De acordo com o BC, o juro médio cobrado nas operações com empresas subiu de 21,7% ao ano, em dezembro de 2024, para 25% ao ano no fim do ano passado. A alta foi de 3,3 pontos percentuais. Já nas operações com pessoas físicas, a taxa avançou de 53,1% ao ano, em dezembro de 2024, para 60,1% ao ano no fechamento do último ano. A alta foi de 7 pontos percentuais.

Copom mantém selic em 15% ano ano pela quarta vez seguida. Com cheque especial das pessoas físicas, a taxa subiu de 134,8% ao ano, em dezembro de 2024, para 138,6% ao ano no fechamento do ano passado. O aumento foi de 3,8 pontos percentuais em 2025. Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo, por sua vez, recuou de 451,6% ao ano, no fim de 2024, para 438% ao ano em dezembro do ano passado. A queda do juro do cartão de crédito rotativo foi de 13,6 pontos percentuais em 2025. Mesmo com o recuo em 2025, o juro do cartão de crédito rotativo segue elevado.

No crédito bancário, o volume total avançou 10,2% em 2025, para R$ 7,12 trilhões. Com isso, houve desaceleração na comparação com 2024, quando foi registrada uma expansão maior. Esse ritmo menor de crescimento era esperado pelo Banco Central, diante da alta da taxa Selic, que está no maior patamar em décadas. Para 2026, a autoridade monetária prevê nova desaceleração, com um crescimento de 8,6% no total de crédito dos bancos.

Em relação à inadimplência, a taxa média subiu fortemente em 2025, fechando o ano passado em 4,1%, contra 3% no final de 2024. Com isso, a inadimplência está entre os maiores níveis da série histórica do BC. Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência subiu de 3,5% em dezembro de 2024 para 5% no final do ano passado. Já a inadimplência das empresas cresceu de 2% em 2024 para 2,5% em dezembro de 2025.

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