Home»Justiça»Justiça de Goiás nega pedido de prisão de piloto que agrediu ex em Goiânia

Decisão alega que no entendimento do Poder Judiciário, não havia requisitos legais para a reclusão do agressor

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A Justiça de Goiás negou nesta quinta-feira (3), o pedido de prisão contra o piloto de avião Victor Augusto do Amaral Junqueira, acusado de agredir a ex-namorada, Luciana Sinzimbra, no apartamento dela em Goiânia, após a advogada ter os vídeos gravados por ela, vazados sem sua autorização no dia 24 de dezembro.

Nas imagens entregues pela vítima à Polícia Civil, a advogada registra o momento em que é agredida pelo ex após uma discussão. Nas imagens fica claro quando o piloto desfere tapas e socos na mulher.

A Polícia Civil havia pedido a prisão preventiva do piloto na semana passada por rumores de que ele poderia viajar para o exterior a qualquer momento, mas no entendimento do Poder Judiciário, não havia requisitos legais para sua prisão. Na decisão judicial também foram definidas algumas regras que Victor Augusto deverá de cumprir, como por exemplo, não poder se mudar da cidade sem comunicar o juízo previamente.

Também está nas regras definidas a proibição de se ausentar da cidade por qualquer período de tempo sem que a Justiça autorize, além de ter que obedecer a todas as intimações e comunicações realizadas pelas autoridades judiciárias e policiais. O piloto será ainda, obrigado a comparecer em juízo a cada 20 dias para informar e justificar suas atividades.

Por último, a Justiça reforça na decisão que Victor está proibido de se ausentar do País.Após receber a intimação, o piloto terá o prazo de 24 horas para entregar seu passaporte no cartório do plantão criminal. Sua situação também deverá ser informada imediatamente à Polícia Federal, para que seu nome seja inserido em uma lista do sistema de fronteiras, já que não é necessário passaporte para viajar para países do Mercosul.

Na época, a delegada Ana Elisa Gomes explicou que o homem, mesmo aparecendo nas imagens não poderia ser preso porque não havia elementos legais necessários para isso. Segundo Ana Elisa, ele não prejudicou o trabalho da Polícia Civil e não praticou outros crimes contra a vítima. O inquérito já foi concluído e remetido ao Poder Judiciário, que retorna do recesso na segunda-feira (7).

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