Justiça determina que PMs do caso Fábio Escobar vão a júri popular

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PMs envolvidos no caso Fábio Escobar devem ir a júri popular, determina Justiça

Os cinco policiais acusados de três mortes relacionadas ao assassinato do
empresário haviam sido absolvidos pela Justiça em 2024. Desembargadores
entenderam que não há provas de que mortes tenham sido em legítima defesa.

Cinco policiais envolvidos no caso Fábio Escobar devem ir a júri popular
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Cinco policiais envolvidos no caso Fábio Escobar devem ir a júri popular

A Justiça de Goiás determinou que os cinco policiais militares envolvidos nas mortes relacionadas ao assassinato do empresário Fábio Escobar em Anápolis, na região central de Goiás, devem ir a júri popular. A decisão dos desembargadores atendeu a um recurso do Ministério Público contra a absolvição dos acusados, em novembro de 2024. Agora, a justiça entendeu que não ficou comprovada a versão da defesa dos PMs de que as mortes teriam sido em legítima defesa.

Os policiais Glauko Olivio de Oliveira, Wembleyson de Azevedo Lopes, Adriano Azevedo de Souza, Rodrigo Moraes Leal e Thiago Marcelino Machado são acusados de homicídio triplamente qualificado contra as seguintes vítimas: Gabriel Santos Vital, Gustavo Lage Santana, Mikael Garcia de Faria.

Em nota enviada ao DE, a defesa de Rodrigo e de Adriano disse que respeita a decisão, mas que vai recorrer para manter a absolvição. Já a defesa de Glauko, Wembleyson e Thiago afirmou que reitera que a decisão da primeira instância está correta porque os autos “mostraram inequivocamente” que houve confronto e os policias agiram se defendendo. Leia a íntegra das notas ao final da reportagem.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, as vítimas teriam sido assassinadas para esconder provas da morte do empresário. Fábio Escobar foi morto no dia 23 de junho de 2021, após ter denunciado desvios de dinheiro na campanha eleitoral de 2018 do ex-presidente do Democratas, Carlos César Savastano Toledo, conhecido como Cacai Toledo.

Fábio Alves Escobar Cavalcante foi morto a tiros em Anápolis, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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Em um dos vídeos, Escobar mostrava o momento em que devolvia R$ 150 mil, que ele dizia ter recebido de Cacai como suborno para que ele parasse com as denúncias. As investigações da Polícia Civil terminaram em novembro de 2023 e concluíram que Cacai foi o “autor intelectual” do homicídio de Escobar, tendo sido o responsável por organizar o crime.

Na decisão desta quinta-feira (22), o desembargador relator, Gustavo Dalul Faria, disse que a absolvição sumária exige “demonstração cabal” da circunstância que exclui o crime ou isenta o réu da pena, o que não aconteceu.

O magistrado apontou, ainda, informações relacionadas aos indícios da autoria dos crimes, como, por exemplo, o fato de a alegação dos policiais de que reagiram após terem sido surpreendidos por tiros não encontrar respaldo no laudo de exame do local da morte, que indicou que as vítimas foram atingidas quando já estavam fora dos veículos, na mata, próxima à rodovia, sem sinais de luta corporal.

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