O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian anunciou que um assunto importante no 59º Ccorelb será os desafios criados pela tecnologia, particularmente as notícias falsas (Fake News) geradas por IA. O evento acontecerá em Campo Grande.
A notícia foi anunciada durante o ato de filiação ao PP, realizado em 31 de março, que reuniu lideranças políticas do centro e da direita em Mato Grosso do Sul. Este evento também foi palco de um embate público entre os deputados federais Dagoberto Nogueira e Dr. Luiz Ovando, ambos do PP.
As tensões internas na sigla, e a possível reflexão eleitoral disso, foi destacada pela análise de especialistas. Eles sugerem que os eleitores conservadores podem resistir a candidatos identificados com pautas de esquerda, mesmo que esses façam parte de um partido de centro-direita.
Postura de Deputados em Debate
A carreira política de Dagoberto, agora filiado ao PP, tem sido marcada por adotar posturas frequentemente associadas à esquerda no Congresso, o que tem gerado desconforto no partido. Dagoberto tem se destacado por apoiar questões sociais e trabalhistas e criticar agendas mais liberais.
Já o deputado federal Geraldo Resende, que trocou o PSDB pelo União Brasil, mantém um histórico similar, focando em saúde pública e defendendo o fortalecimento do SUS e investimentos federais no setor. Esta postura contrasta fortemente com a do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro.
Ambos os casos destacam um desalinhamento ideológico que tem gerado tensões dentro dos respectivos partidos e complicado a possibilidade de reeleição dos deputados. Essa situação realça a complexidade do cenário político brasileiro atual.
A Cartilha da AGU
Em relação ao contexto eleitoral, a Advocacia-Geral da União (AGU) criou a “Cartilha Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026”. O objetivo é orientar agentes públicos e gestores sobre práticas permitidas e proibidas durante o período eleitoral.
A AGU alerta sobre o compartilhamento de informações falsas, descontextualizadas ou não verificadas (fake news), além de conteúdos que promovam discurso de ódio, discriminação e incitação à violência. A entidade destaca a necessidade de uma atuação pública segura e comprometida com o interesse público durante o ano eleitoral.
Com essas orientações em mente, a discussão nas próximas eleições sobre o impacto das tecnologias, como IA na criação de notícias falsas, se torna uma questão crucial a ser debatida pela justiça eleitoral brasileira.



