Justiça Eleitoral julga recurso de prefeito com mandato cassado por compra de votos no Maranhão
Ary Menezes (PP) e o vice-prefeito, Ronildo da Farmácia (MDB) tiveram seus mandados cassados por uma investigação por compra de votos nas eleições de 2024. O recuso começa a ser julgado na terça-feira (3).
Ary Menezes foi eleito prefeito por dois votos de diferença em Nova Olinda do Maranhão. A Justiça Eleitoral julga, a partir da terça-feira (3), o recurso do prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes (PP), e do vice-prefeito, Ronildo da Farmácia (MDB), que tiveram seus mandados cassados por uma investigação por compra de votos nas eleições de 2024.
O julgamento será feito em Plenário Virtual e deve terminar no dia 10 de março. Mesmo com a cassação e a inelegibilidade por oito anos, os dois continuam nos cargos porque ainda podem recorrer.
A decisão que cassou ambos decorre de uma ação judicial movida pela ex-candidata a prefeita Thaymara Amorim (PL), que ficou em segundo lugar nas Eleições de 2024 por apenas dois votos. O município de 14 mil habitantes teve a disputa pela prefeitura mais acirrada em todo o país.
Se o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mantiver a decisão, os diplomas serão cassados de forma definitiva. Nesse caso, poderão ser convocadas novas eleições no município e o presidente da Câmara Municipal pode assumir a Prefeitura temporariamente até a escolha do novo prefeito.
A decisão também aplicou multa de R$ 25 mil para cada um, com base na lei das eleições.
Justiça Eleitoral julga recurso de prefeito de Nova Olinda. Segundo a juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da 80ª Zona, sediada em Santa Luzia do Paruá, a campanha eleitoral de Ary Menezes em 2024 foi marcada por práticas ilícitas, como a oferta de dinheiro, materiais de construção e empregos em troca de votos.
Testemunhas confirmaram repasses em espécie e via PIX, além da distribuição de telhas e promessas de cargos na administração municipal. Também foram relatadas ameaças a eleitores que se recusaram a apoiar Ary Meneses.



