A Justiça negou o recurso e manteve Rogério Andrade em presídio federal, após a 8ª Câmara Criminal negar o pedido de habeas corpus da defesa do contraventor. Rogério de Andrade foi preso em outubro de 2024 e desde novembro do mesmo ano encontra-se no Presídio Federal de Campo Grande (MS), acusado de mandar matar o rival Fernando Iggnácio.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou um recurso da defesa de Rogério Andrade e optou por manter o contraventor no Presídio Federal, baseando-se na gravidade dos crimes imputados e na periculosidade do acusado. A defesa havia solicitado um habeas corpus contra o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) imposto a Rogério, porém, a 8ª Câmara Criminal indeferiu o pedido, considerando a medida proporcional e necessária para resguardar a segurança pública.
A transferência para presídios com maior aparato de segurança pode interferir na organização de estruturas criminosas violentas, conforme destacado na decisão judicial. Em novembro, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ) já havia conseguido manter o bicheiro no presídio federal, enquanto promotores recorreram de decisões anteriores em relação ao RDD de Rogério.
Rogério Andrade encontra-se no centro de uma disputa pelo espólio da contravenção carioca, sobrinho de Castor de Andrade e envolvido em conflitos territoriais com outros herdeiros. As investigações da Polícia Federal apontam que a disputa entre Rogério Andrade e Fernando Iggnácio resultou em 50 mortes entre 1999 e 2007, incluindo policiais acusados de prestar serviços para os contraventores.
A situação de Rogério Andrade permanece em foco na mídia, com a defesa do contraventor buscando alternativas legais para sua situação. A TV Globo tem tentado contato com os advogados do bicheiro, enquanto a história de conflitos e crimes que envolvem Rogério Andrade continua a ser acompanhada de perto pela opinião pública. A prisão e permanência dele no presídio federal têm gerado repercussão e debates sobre segurança pública e combate à criminalidade.




