Justiça suspende exigência de biometria facial em terapias para pessoas com deficiência no Maranhão
Decisão da Justiça aponta que exigência a cada 30 minutos causava interrupções e prejudicava tratamentos de pessoas com TEA e outras deficiências.
A Justiça do Maranhão terminou a suspensão da exigência de biometria facial a cada 30 minutos durante sessões de terapia para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências. A decisão é da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, após ação do Procon-MA e denúncias de irregularidades.
Para a Justiça, a medida provocava interrupções indevidas durante os atendimentos, comprometendo o tratamento dos pacientes. A exigência havia sido criada pelo plano de saúde Humana Assistência Médica e determinava a realização de biometrias faciais a cada 30 minutos ao longo das sessões terapêuticas.
De acordo com as denúncias, em alguns casos as interrupções chegaram a provocar a suspensão de atendimentos, principalmente em clínicas localizadas no interior do estado. Após análise, a prática foi considerada abusiva.
A decisão vale para todo o Maranhão e determina que as operadoras adotem outros mecanismos de controle para evitar fraudes, como assinatura em guia física ou digital, uso de token por sessão ou QR Code, sem comprometer a continuidade da assistência aos pacientes. A empresa que descumprir a determinação poderá ser multada em R$ 1 mil por dia.
Essa decisão da Justiça do Maranhão visa garantir um tratamento mais adequado e eficaz para as pessoas com deficiência, evitando interrupções desnecessárias durante as sessões de terapia. É importante que as operadoras de saúde se adequem às novas orientações para assegurar a continuidade do atendimento aos pacientes.
A suspensão da exigência de biometria facial demonstra o compromisso das autoridades em proteger os direitos das pessoas com deficiência, garantindo que recebam o tratamento adequado e sem interferências que possam prejudicar seu progresso. Espera-se que essa decisão traga benefícios significativos para a comunidade de pessoas com TEA e outras deficiências no Maranhão.
Os pacientes e suas famílias podem ficar mais tranquilos sabendo que a Justiça está atenta e atuando para garantir que os serviços de saúde respeitem e atendam às necessidades específicas das pessoas com deficiência. É fundamental que os órgãos competentes fiscalizem e intervenham quando práticas abusivas são identificadas, protegendo os direitos dos mais vulneráveis em nossa sociedade.




