Justiça diz ‘apurar se houve erro’ em caso de trabalhador do Paraná preso por um mês no lugar de condenado com mesmo nome que o dele.
Prisão de Darci Rodrigues de Lima foi determinada em mandado de prisão expedido pelo TJ-MT. Um mês depois, alvará de soltura reconheceu que homem foi preso no lugar de outro.
Darci Rodrigues de Lima, de 53 anos, passou 30 dias preso por engano. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT) disse que vai “apurar se houve erro” no caso do trabalhador do Paraná que ficou preso por um mês no lugar de um condenado que possui o mesmo nome que o dele.
Darci Rodrigues de Lima, autônomo de 53 anos, tem os mesmos nome e sobrenome de uma pessoa condenada pelo TJ-MT por tráfico de drogas e homicídio. O paranaense passou 30 dias detido em Prudentópolis nos Campos Gerais porque quando o mandado de prisão foi expedido, o TJ-MT incluiu, erroneamente, o RG, o CPF e os nomes dos pais do inocente no documento.
Em nota, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) disse que a corregedoria soube do caso pela imprensa, e garantiu abrir procedimento interno para apurar erros e aplicar responsabilizações.
Darci foi preso no dia 26 de fevereiro e foi solto apenas na última sexta-feira, 28 de março, após conseguir um habeas corpus junto à Justiça do Mato Grosso. O documento, assinado pelo juiz Rafael Depra Panichella, detalha que o mandado de prisão foi expedido em nome de uma pessoa diferente da envolvida no processo e ressalta que aconteceu um “equívoco”.
Darci foi defendido pelo advogado Leonardo Alessi, que atendia outros presos quando soube do caso e acessou o processo que originou o mandado de prisão. Já em casa, com a família, Darci conta que está aliviado, mas que não esquece do que passou. O sentimento é compartilhado com os familiares. Entre eles, a filha Agnes Rodrigues, destinatária do bilhete que ajudou a tirar o pai da prisão.