Kiko: Preso por planejar morte de policial civil já cometeu outros crimes no Maranhão e atuava como segurança de Adilsinho

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Preso por planejar morte de policial civil já matou empresário no Maranhão e
atuava como segurança de Adilsinho

Com longo histórico criminal, José Gomes da Rocha Neto foi preso no sábado na
Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.

Kiko foi preso na Ilha do Governador — Foto: Divulgação/PCERJ

A prisão do quinto envolvido na morte do policial civil Carlos José Queirós Viana, em Niterói, em outubro do ano passado, revelou a participação de José Gomes da Rocha Neto no crime. Conhecido como Kiko, ele ajudou no planejamento do assassinato, segundo a Delegacia de Homicídios de Niterói, que investiga o caso. De acordo com os investigadores, ele recebia informações sobre o período de monitoramento da vítima, realizado meses antes do crime, além de detalhes sobre o dia da execução e a queima do veículo utilizado na ação criminosa. Ele também é investigado por ser um dos principais seguranças do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.

Nas investigações da “Operação Smoke Free”, da Polícia Federal, o nome de Kiko aparece em uma lista como um dos seguranças do contraventor. Segundo dados da planilha, ele recebia R$ 9,5 mil mensais em junho de 2021. Além de Neto, outras quatro pessoas já foram presas por participação no crime: Fábio de Oliveira Ramos, Felipe Ramos Noronha, Mayck Júnior Pfister Pedro e Dênis da Silva Costa.

EXECUÇÃO NO MARANHÃO

Vídeo mostra execução de empresário goiano em São Luís, no Maranhão

Em 2021, Kiko se juntou a Alfredo dos Santos Júnior, conhecido como Velho, para cometer uma execução a mais de 2,8 mil km do Rio de Janeiro, em São Luís, no Maranhão. Neto e o comparsa saíram do Rio no dia 10 de fevereiro. Viajaram de avião para Teresina e de lá pegaram um carro para São Luís, onde no dia 12 de fevereiro assassinaram o empresário goiano Bruno Vinícius Nazon de Moraes, de 30 anos. Ele foi morto a tiros na Avenida Litorânea. Toda a ação durou menos de um minuto. Bruno foi abordado quando ia para seu carro, tentou fugir, mas foi atingido e morto em plena luz do dia. Segundo as investigações da polícia maranhense, Kiko e Velho foram contratados por Márcio Augusto Guedes Gregório, conhecido como Márcio Careca. Nazon seria um dos rivais de Márcio Careca e teria cooptado ex funcionários para atuar na sua banca de jogo do bicho na capital maranhense. Por causa disso, Careca, da banca Para Todos RJ, contratou Kiko e Velho para o trabalho. Os dois voltaram para o Rio de Janeiro sentados lado a lado, no mesmo avião, poucas horas depois do crime.

OUTROS CRIMES

Velho e Kiko são procurados por morte de empresário no Maranhão

Kiko foi preso por participar da morte de um casal, sequestrado no Jockey Club, na Zona Sul do Rio, e depois morto na Baixada Fluminense em 2012. Alfredo, comparsa de José Gomes da Rocha Neto no crime do Maranhão, estava junto nas execuções e também foi preso. As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio apontam que, já nesta época, Kiko atuava como matador de aluguel, principalmente a mando de bicheiros. Neto ainda atuou como integrante da milícia de Jonas é Nós e Chiquinho Grandão em Duque de Caxias. Ele foi preso em 2013 por suspeita de ser um dos integrantes da organização criminosa.

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