O laudo pericial da Polícia Científica de Santa Catarina, após a exumação do cão Orelha, não identificou a causa da morte do animal e mostrou que não houve ‘fraturas ou lesões causadas por ação humana, nem mesmo no crânio’. Segundo os peritos, a ausência de fraturas não exclui a possibilidade de contusão na cabeça do animal. O laudo obtido pelo UOL faz parte dos pedidos do Ministério Público de Santa Catarina.
A análise dos restos mortais não permitiu determinar a causa da morte, mas os peritos ressaltam que a maioria dos traumas cranianos não causa fraturas, podendo levar à morte. Além disso, o laudo descartou a hipótese de um prego cravado na cabeça, pois não foram encontradas evidências. Todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados, mas o estado de ‘esqueletização’ dificultou o trabalho dos peritos, limitando-se à avaliação óssea.
O documento menciona uma área de porosidade óssea na região maxilar esquerda do crânio, identificando uma doença degenerativa crônica inofensiva ao trauma sofrido. A mãe do adolescente indiciado acredita que a investigação é inconsistente e baseada em suposições, focando erroneamente nos adolescentes. A Polícia Civil pediu a internação do adolescente e indiciou três adultos por coação de testemunhas, porém sem divulgar suas identidades.
A polícia destacou contradições no depoimento do adolescente apontado como autor, revelando que ele saiu e retornou ao condomínio no momento do crime. A defesa do adolescente argumenta que os elementos apresentados não são provas suficientes e que a investigação é frágil e prejudicial à verdade. A polícia aguarda a análise dos celulares apreendidos para mais evidências sobre o caso.




