Os três pré-candidatos do PSD à Presidência da República — os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás) — defenderam nesta sexta-feira (6) maior responsabilidade fiscal nas contas públicas e criticaram a proposta do governo federal de extinguir a escala de trabalho 6×1.
Eles participaram de um evento promovido pela Fundação Espaço Democrático no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo. Na ocasião, também ocorreram as filiações ao PSD de seis deputados estaduais paulistas. O ato foi conduzido pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
Leite reconheceu que programas sociais são necessários para corrigir desigualdades já existentes, mas defendeu que o foco das políticas públicas deve estar na promoção da igualdade de oportunidades.
Ronaldo Caiado também criticou Lula diretamente, afirmando que, desde a primeira campanha presidencial, em 1989, o PT promete acabar com a pobreza no Brasil. Segundo o governador goiano, após cerca de 20 anos no poder, o discurso continua sendo repetido todos os anos, sem que a pobreza tenha sido erradicada no país.
Apesar de não mencionar diretamente o tema, Ratinho Jr. comparou a máquina pública atual a ‘um grande elefante pesado, lento e que come demais’. Ele questionou a necessidade de o Brasil ter 38 ministérios.
Durante o evento, os pré-candidatos do PSD também defenderam privatizações e elogiaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, do deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE), que alterou a proposição inicial do governo federal.
‘Antes de falar sobre ajustes na carga tributária ou na jornada de trabalho, nós precisamos ganhar produtividade. Se um país que não tem capacidade produtiva comparável a outros países no mundo ousa dar esse passo de maneira demagógica, a gente vai para um caminho de suicídio econômico’ — disse Eduardo Leite.
‘É o tema tipicamente petista. Eles não têm orçamento e não mostram qual vai ser a capacidade orçamentária de arcar com isso. Nós precisamos ouvir pessoas capazes, consistentes, reconhecidas de toda essa economia nacional, para nós podermos dizer quais serão as consequências de um populismo como esse’ — disse Caiado sobre o projeto da escala 6×1.
‘Todo dia, ou quase toda semana, todos os anos, a gente vê aumento de imposto, aumento de imposto e aumento da máquina pública’ — disse Ratinho.




