Líder do PT pede CPI para investigar escândalo envolvendo o Banco Master

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O deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), líder do partido na Câmara, apontou a responsabilidade do Banco Central e do governo Bolsonaro no escândalo do Banco Master, defendendo a abertura de uma CPI para investigar o caso que chamou de ‘Bolso Master’.

O patrimônio do Banco Master cresceu exponencialmente sob a gestão de Jair Bolsonaro e de Roberto Campos Neto, saltando de R$ 3,7 bilhões em 2019 para R$ 82 bilhões em 2024. Uczai destaca a falta de fiscalização do Banco Central sobre esse crescimento.

O deputado comparou a atuação do Banco Central durante o governo anterior, comandado por Campos Neto, e a atual gestão de Gabriel Galípolo, indicado por Lula. Uczai ressaltou que somente após a troca de comando as irregularidades foram investigadas, culminando na liquidação do banco.

Uczai detalhou a estratégia utilizada por Daniel Vorcaro, dono do banco, para atrair investidores, baseada na emissão de Certificados de Depósito Bancário com rendimento de 140% do CDI. Isso teria levado cerca de 1,6 milhão de investidores a aportarem no Banco Master.

O líder petista mencionou nomes políticos envolvidos no escândalo, como o senador Ciro Nogueira e o governador Ibaneis Rocha. Além disso, apontou conexões do banco com o governo, como o caso de Cláudio Castro e do ex-secretário Alessandro Carracena.

As ações do Banco Master estariam lastreadas em fundos e ativos de baixa qualidade, além de simulações financeiras sob investigação. O deputado Nikolas Ferreira também foi citado por usufruir de viagens em aeronave de Vorcaro durante campanha presidencial.

A repercussão do escândalo gerou indignação na sociedade, levantando debates sobre a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de controle e fiscalização do sistema financeiro. A transparência e governança nos órgãos reguladores se tornaram ainda mais relevantes para evitar situações como a do Banco Master.

Diante da gravidade dos fatos, a pressão por esclarecimentos e responsabilização dos envolvidos cresce, com a possibilidade de desdobramentos jurídicos e políticos significativos nos próximos meses.

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