Quem era Cachulé, traficante que liderou ataque a posto da DE e criou ‘barricada
explosiva’ na Ilha
Wagner Barreto de Alencar, de 45 anos, foi baleado e morreu em confronto com PMs
nesta sexta (16). Bandido estava foragido há 10 anos, quando deixou o semiaberto
e não retornou.
PM mata traficante Cachulé, na Ilha
PM mata traficante Cachulé, na Ilha
Morto nesta sexta-feira (16) em confronto com a Polícia Militar, Wagner Barreto de Alencar, conhecido como Cachulé, de 45 anos, era apontado como o chefe do tráfico de drogas na Comunidade do Barbante, também chamada de Vila Joaniza, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.
Segundo a polícia, ele integrava a facção criminosa Comando Vermelho (CV) e estava foragido do sistema penitenciário desde abril de 2016, quando não retornou após regredir ao regime semiaberto. À época, ele cumpria pena no Instituto Penal Edgard Costa.
Cachulé tinha anotações criminais por homicídio simples, tentativa de homicídio e associação para o tráfico de drogas. Para os investigadores, ele exercia papel central na organização criminosa que atua na região.
A polícia atribui a Cachulé a liderança de ataques armados contra forças de segurança na Ilha do Governador.
Um dos episódios mais graves ocorreu em novembro de 2017, quando criminosos fortemente armados atacaram e destruíram o Posto de Policiamento Comunitário (PPC) da comunidade. O imóvel ainda foi pichado com a sigla da facção (foto abaixo).
Segundo a PM, a ação teria sido uma retaliação após a corporação impedir a realização de um baile funk que comemoraria o aniversário do traficante.
Mais recentemente, Cachulé também foi apontado como o responsável por idealizar uma barricada energizada instalada em acessos à comunidade do Barbante.
Em uma dessas ações, três policiais do 17º BPM (Ilha do Governador) ficaram feridos por estilhaços após a explosão de artefatos escondidos sob cones de trânsito. Os agentes estavam em uma viatura descaracterizada e foram atendidos no Hospital Evandro Freire, sendo liberados em seguida.
O nome de Wagner Barreto de Alencar constava no Portal dos Procurados, que mantinha canais abertos para denúncias anônimas sobre sua localização.




