Países europeus se unem na agressão dos EUA contra o Irã
Líderes europeus ignoram agressões iniciais dos Estados Unidos e de Israel ao
território iraniano
Diante das retaliações do Irã no Oriente Médio, França, Alemanha e Reino Unido anunciaram que atuarão em coordenação com os EUA e aliados regionais. Após agressões iniciais das forças militares norte-americanas e israelenses, os três países europeus formalizaram uma posição conjunta em uma declaração divulgada recentemente.
Nesse documento conjunto, os países europeus condenaram os ataques iranianos e sinalizaram a possibilidade de adotar medidas defensivas necessárias para neutralizar a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones. Os líderes de França, Alemanha e Reino Unido deixaram claro que estarão vigilantes para proteger seus interesses e dos aliados na região.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou os ataques iranianos como “inexcusáveis” e expressou sua preocupação em relação a uma escalada que poderia trazer consequências imprevisíveis para a região. A União Europeia está engajada em esforços diplomáticos para reduzir as tensões e impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
Na França, o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, destacou que o país não participou das operações militares lançadas pelos EUA e por Israel. Ele enfatizou a importância de garantir a segurança dos cidadãos franceses na região do Golfo e trabalhar pela redução das hostilidades. A França está preparada para agir com base no princípio da autodefesa coletiva consagrado no direito internacional.
O ministro da Defesa da Grécia, Nikos Dendias, reforçou o compromisso do país em defender Chipre em meio às recentes hostilidades na região. Após um drone atingir a base aérea britânica de Akrotiri em Chipre, a Grécia se mostrou pronta para intervir com todos os meios necessários. A situação tensa coloca em alerta não só os países envolvidos, mas também a comunidade internacional diante de potenciais desdobramentos.




