Lindbergh aciona TSE contra ex-ministro e Flávio Bolsonaro por propaganda antecipada

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O prefeito Nelson Cintra, de Porto Murtinho, foi alvo de polêmicas após exibir um revólver calibre 38 durante o Porto Folia 2026. Em um vídeo nas redes sociais, ele afirmou que era apenas uma ‘brincadeira’ e que tudo não passou de um mal-entendido. A discussão sobre o porte de simulacros de armas de fogo é controversa, mas especialistas apontam que, segundo o Estatuto do Desarmamento, o porte desses objetos não constitui crime, a menos que sejam utilizados para cometer crimes. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul não se manifestou sobre o assunto, deixando a questão em aberto.

Nelson Cintra é conhecido por envolvimento em diversos escândalos, incluindo episódios em eventos públicos onde se envolveu em situações constrangedoras, como ter sido flagrado em aparente estado de embriaguez durante um evento no Jockey Clube. Além disso, é réu em investigações por receber propina da JBS durante a gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja, no contexto da Operação Vostok que apura organizações criminosas, corrupção e lavagem de dinheiro. As acusações indicam um esquema de pagamento de propina para conceder benefícios fiscais à empresa frigorífica instalada no estado.

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, aponta que o ex-governador Azambuja teria recebido milhões em propina, gerando prejuízos milionários aos cofres públicos estaduais. Cintra foi citado nas delações da JBS e esteve envolvido em escândalos na administração pública, como no caso do assédio sexual denunciado por uma servidora estadual. Durante sua gestão na Fundação Estadual de Turismo e na função de coordenador de articulação com os municípios, acumulou polêmicas que mancharam sua reputação.

A utilização de simulacros de armas de fogo tem sido alvo de debates jurídicos, pois enquanto alguns entendem que não configura crime, outros acreditam que o porte ilegal desses objetos pode ser penalizado. O Decreto n° 11.615/2023 define restrições para armas e munições de uso proibido, incluindo brinquedos, réplicas e simulacros que possam se confundir com armas verdadeiras. Nesse contexto, o entendimento doutrinário e do STJ indica que o porte de simulacros não caracteriza crime, mas seu uso para cometer delitos pode ser considerado.

A falta de posicionamento do MPMS em relação ao caso de Nelson Cintra deixa a questão em aberto, permitindo que as interpretações legais sejam debatidas. A presença do prefeito em episódios controversos, como a exibição de um revólver calibre 38 e os escândalos envolvendo propina, prejudicam sua imagem e geram desconfiança na população. A repercussão negativa desses eventos evidencia a necessidade de transparência e condutas éticas por parte dos agentes políticos, visando a manutenção da integridade e da legalidade no exercício de suas funções.

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