O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o ato de abertura oficial de sua campanha à reeleição acontecerá no dia 16 de agosto, em São Bernardo do Campo, no estádio da Vila Euclides.
O evento se dará em um momento crucial da corrida eleitoral, pois coincidirá com o primeiro debate promovido pela Band, o que aumenta a possibilidade de que Lula não compareça ao encontro com os demais candidatos.
Aliados do presidente expressam preocupação relacionada ao desgaste que a participação no debate poderia causar, além da necessidade de se preparar adequadamente para a campanha. A confirmação do ato na Vila Euclides praticamente descarta sua participação no debate, a menos que haja uma reviravolta significativa nos planos de campanha.
A cúpula da campanha vê também o risco de Lula se tornar um alvo dos adversários de direita, tendo em vista que ele será o único candidato representando a esquerda na disputa. Entre os adversários estão Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), enquanto Augusto Cury (Avante), que tem direito a participar devido à representatividade de seu partido no Congresso, também poderá estar presente.
Adicionalmente, a Band estuda a possibilidade de alterar a data do debate para garantir a presença de Lula, conforme noticiou a Folha de S. Paulo na última sexta-feira. Esse pirar na agenda pode influenciar as decisões sobre a participação do presidente em outros debates ao longo da campanha.
A escolha da Vila Euclides para a abertura da campanha não é aleatória; o local carrega uma significativa carga histórica para Lula, que, nos anos 70, como líder metalúrgico, organizou greves durante a ditadura militar no mesmo estádio. O ato ocorrerá em um domingo, o que deve facilitar a mobilização popular.
De acordo com a estratégia traçada pela coordenação de campanha, Lula deverá focar em alguns dos mais importantes colégios eleitorais do país nas suas primeiras atividades, incluindo estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e os quatro estados do Nordeste atualmente governados por membros do PT: Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí.
Essas ações iniciais visam estabelecer uma forte presença nas áreas eleitorais onde possui maior suporte, preparando o terreno para sua candidatura e engajando os eleitores já desde o princípio da campanha.


