Ao assinar o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (4) que o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra a mulher deve ser responsabilidade da sociedade, mas sobretudo dos homens. Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula ressaltou a importância de não apenas evitar ser um agressor, mas também de lutar ativamente para prevenir agressões, destacando que cada homem tem um papel fundamental nesse cenário.
O pacto tem como objetivo promover ações coordenadas e permanentes entre os Três Poderes para prevenir a violência contra mulheres no Brasil, com destaque para a participação ativa dos homens nessa causa. Lula salientou a importância da conscientização em diferentes esferas da sociedade, desde as escolas até os locais de trabalho, reforçando a necessidade de criar uma cultura de respeito e igualdade de gênero.
Durante o evento, a primeira dama Janja da Silva ressaltou a urgência de o combate ao feminicídio envolver não apenas as mulheres, mas também os homens, incentivando a solidariedade e apoio às vítimas. A ministra Gleisi Hoffmann destacou a importância da campanha estratégica lançada no evento e a mobilização de estados e municípios nessa questão fundamental.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pontuou a necessidade de ações além da criação de leis, enfatizando a importância de mudanças de mentalidade para proteger e responsabilizar agressores. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, afirmou o compromisso do Legislativo em endurecer a legislação contra violência de gênero.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou a união das instituições em combater o feminicídio como um problema estrutural, demandando ações contínuas e articuladas. O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio visa acelerar medidas de proteção, fortalecer redes de enfrentamento à violência, ampliar ações educativas e responsabilizar agressores para combater a impunidade.




