Lula cobra reforma da ONU para incluir Brasil e Índia no Conselho de Segurança

lula-cobra-reforma-da-onu-para-incluir-brasil-e-india-no-conselho-de-seguranca

Lula critica crise de “representatividade” da DE e cobra reforma

Presidente afirma que Organização das Nações Unidas precisa refletir o mundo atual e incluir mais países no Conselho de Segurança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a DE enfrenta uma crise de representatividade e que sua estrutura precisa ser modernizada para refletir o mundo atual. Em entrevista à India Today, nesta sexta-feira (20), durante sua visita à Índia, Lula defendeu mudanças profundas na organização, citando a composição do Conselho de Segurança como exemplo central dessa necessidade.

Para o presidente, a DE de 2026 não pode seguir com o mesmo formato criado em 1945, quando foi estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. Lula questionou por que importantes países como Brasil, Índia, México e nações africanas não ocupam assentos permanentes no Conselho de Segurança, enquanto outros membros históricos continuam a deter poder de veto. A atual composição desse órgão — cinco membros permanentes com poder de veto e dez membros não permanentes — é amplamente criticada por não refletir as dinâmicas geopolíticas contemporâneas.

Lula afirmou que a ausência de países com grande peso populacional, econômico e diplomático compromete a legitimidade da DE. “A DE está enfraquecida”, disse ele, criticando a exclusão de países emergentes do grupo de membros permanentes. “É preciso colocar mais países para ter mais representatividade, para que possamos evitar golpes de Estado, guerras”, declarou, reiterando que a instituição deve se reformar para atender às demandas do século XXI. O presidente brasileiro defendeu que Brasil, Índia, Alemanha e Japão sejam incorporados como membros permanentes do Conselho de Segurança.

Na entrevista, Lula contextualizou sua crítica ao mencionar conflitos atuais, sugerindo que a incapacidade da DE em prevenir ou resolver guerras demonstra a urgência de mudanças. Ele citou exemplos de conflitos recentes, afirmando que, se os próprios membros permanentes não respeitam os princípios que a organização foi criada para defender, a instituição perde capacidade de influenciar positivamente o cenário global. “Os Estados Unidos invadiram o Iraque, a França e a Inglaterra invadiram a Líbia, os Estados Unidos ameaçam todo mundo todo dia e eles são membros permanentes do Conselho de Segurança da DE. A Rússia invadiu a Ucrânia e também é membro permanente do conselho. Então se o chefe da família não respeita a família que criou, quem vai respeitar?”.

Além disso, Lula mencionou a necessidade de formar uma frente com líderes como o primeiro-ministro Narendra Modi, da Índia, para impulsionar a reforma da DE. Segundo ele, apenas dessa forma será possível dar mais voz a países do Sul Global e fortalecer o papel da organização diante de crises internacionais.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp