O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou aliados históricos para integrar o núcleo de sua campanha ao quarto mandato. Lula afirmou que a disputa deste ano será ‘muito dura’ e pediu a montagem de um gabinete da ‘pronta-resposta’ para rebater o senador Flávio Bolsonaro, seu principal adversário.
O time ainda será ampliado e o titular da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), é um dos nomes que devem compor a coordenação. A ordem é referir-se sempre ao desafiante como ‘Flávio Bolsonaro’, não apenas ‘Flávio’.
A artilharia petista vinha poupando o senador devido ao receio de um cenário com Tarcísio de Freitas como adversário. Com o crescimento de Flávio, a luz vermelha acendeu no Planalto. A estratégia agora inclui chamar Flávio de ‘golpista como o pai’ e destacar acusações sobre ‘rachadinha’ e possíveis impactos negativos em caso de vitória bolsonarista.
O publicitário Raul Rabelo será o marqueteiro da campanha de Lula. A avaliação é que o governo tem perdido a batalha da comunicação. O uso da Inteligência Artificial e outros desafios são apontados.
Para a campanha, Lula cobrou mobilização dos aliados e reconheceu a dificuldade da disputa. Avaliação negativa do governo atingiu 40% nas pesquisas. Presidente demonstrou decepção com a postura da bancada do PT e falta de resposta aos ataques.
O dono do Master, Daniel Vorcaro, planeja envolver o PT no escândalo do banco. Lula se manifestou contra tentativas de ligar o governo ao caso. Programa de governo do presidente terá trecho condenando a autonomia do Banco Central.
Ministro Wellington Dias organizará estratégia no Nordeste. Guilherme Boulos focará na relação com trabalhadores informais. Mônica Valente fará a ‘ponte’ com campanhas estaduais e Paulo Okamotto liderará iniciativas nas redes sociais.
Okamotto está à frente do projeto ‘Pode Espalhar’ para ampliar pautas positivas do governo. O plano do ‘Clube de Influência do Time Lula’ é atuar com disciplina e organização para destacar ações governamentais em benefício da população.



