O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou fortemente as ações dos Estados Unidos sobre Venezuela e Cuba durante o Foro de Alto Nivel da Celac e África. Lula expressou sua insatisfação com os ataques militares e ameaças de tomada de controle desses países.
O chefe de Estado brasileiro questionou a legitimidade das intervenções dos EUA, destacando que tais atos não estão alinhados com os princípios democráticos. Ele enfatizou a importância da soberania e independência das nações latino-americanas e caribenhas, rejeitando qualquer intervenção externa em seus assuntos internos.
Lula da Silva lamentou a situação atual na região e criticou a falta de eficácia da ONU em resolver conflitos internacionais. O presidente colombiano, Gustavo Petro, também se pronunciou, reforçando a ideia de que a ONU enfrenta desafios significativos em seu papel de promover a paz e segurança globais.
As declarações de Petro ecoaram as preocupações de Lula, destacando a incapacidade da ONU em evitar guerras e conflitos armados. Ele ressaltou as situações em curso no Oriente Médio e Ucrânia como exemplos da limitação das organizações internacionais em resolver tais crises.
Além disso, o México chamou a atenção para a importância do fortalecimento do sistema multilateral em um contexto global complexo. O país reiterou a relevância do multilateralismo na defesa do direito internacional e da solução pacífica de conflitos, ressaltando a contribuição da América Latina e Caribe e África nesse processo.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reafirmou a disposição de Cuba para um diálogo construtivo com os EUA, destacando a importância de abordar questões sem interferências externas. Cuba enfrenta uma grave crise econômica e social, agravada pela suspensão dos envios de petróleo venezuelano e ameaças de tarifas dos EUA a países que auxiliam a ilha.
No entanto, a postura de Cuba permanece firme, afirmando que questões políticas e cargos no governo cubano não estão sujeitos a negociações com os EUA. A busca por soluções para o embargo e a crise atual na ilha continua, com diálogos sensíveis e a manutenção dos princípios de igualdade, soberania e respeito aos sistemas políticos de ambos os países.
Diante desse cenário tenso, a necessidade de uma atuação eficaz da ONU e a busca por alternativas diplomáticas e multilaterais são essenciais para evitar uma escalada de conflitos e garantir a estabilidade na região e no mundo.



