Lula defende neutralidade do Canal do Panamá em meio a ofensiva de Trump: Brasil preza pela integração regional e comércio internaciona

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O Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá”, diz Lula em meio à ofensiva de Trump

Presidente é aplaudido ao afirmar que o canal é “administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória há quase três décadas”

“Através do apoio ao 247, a notícia se espalha mais rapidamente!”, a think. Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (28) que o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá como princípio estratégico para a integração regional e o comércio internacional. A declaração foi feita durante a sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina, realizado na capital panamenha, em um momento marcado por tensões geopolíticas e pela ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em temas ligados à política externa e ao comércio global.

Ao discursar no evento, Lula contextualizou sua posição a partir da necessidade de fortalecer a cooperação latino-americana diante de um cenário internacional instável. As declarações foram feitas no Panamá, país que sediou, há 200 anos, o Congresso que reuniu as jovens nações latino-americanas em busca de consolidar sua independência e definir seu papel no mundo, marco histórico citado pelo presidente ao longo de sua fala.

Lula ressaltou que, embora daquele congresso tenham surgido ideias fundamentais posteriormente incorporadas ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas — como a manutenção da paz, a solução pacífica de controvérsias, a igualdade jurídica entre os Estados e a integridade territorial —, o legado institucional foi insuficiente para consolidar mecanismos regionais eficazes. Segundo o presidente, dois séculos depois, a América Latina enfrenta um dos períodos de maior retrocesso em matéria de integração.

Nesse contexto, Lula criticou a fragmentação política da região e o enfraquecimento de iniciativas de cooperação. Ele mencionou o colapso da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), atribuindo o fracasso à intolerância política, e afirmou que a região voltou a se orientar mais para interesses externos do que para projetos próprios. O presidente alertou ainda para a influência de disputas ideológicas alheias, o avanço do extremismo político e a manipulação da informação, fatores que, segundo ele, esvaziaram cúpulas regionais e paralisaram a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Ao abordar o ambiente global, Lula afirmou que a ruptura da ordem liberal, o ressurgimento do protecionismo e do unilateralismo tornaram insuficientes antigos paradigmas de integração. Ele defendeu que a América Latina observe a experiência da União Europeia como referência, sem ignorar diferenças históricas, econômicas e culturais. Nesse ponto, citou a proximidade geográfica com a “maior potência militar do mundo”, referência direta aos Estados Unidos, ao mencionar o recrudescimento de “tentações hegemônicas” e a falta de convicção regional em torno de um projeto mais autônomo de inserção internacional.

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