Sem citar guerra no Oriente Médio, Lula diz que enquanto se fala de morte,
drones e mísseis, Brasil ‘fala de salvar vidas’
Posicionamento brasileiro sobre conflitos foi feito até agora por meio de notas
oficiais do Ministério de Relações Exteriores. Presidente deu declaração durante
visita a indústria farmacêutica em Valinhos, São Paulo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez menção à guerra no Oriente Médio
pela primeira vez desde os início dos conflitos na região nesta terça-feira (3).
“A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora
está falando de morte, se ligar na televisão à noite está falando de guerra, se
ligar na televisão de manhã está falando de morte, de drone, de mísseis, de
invasão”, disse o presidente.
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no último
sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras
quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases
americanas no Oriente Médio.
> “Aqui, nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio
> para o povo brasileiro. Isso aqui é nosso míssil. Não míssil pra matar, mas
> míssil pra salvar.”
Lula deu a declaração durante visita a uma indústria de biotecnologia em
Valinhos, São Paulo. A empresa é dedicada ao desenvolvimento e produção de
medicamentos biológicos de alta complexidade.
Desde o início do ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã,
no último sábado (28), o posicionamento do governo brasileiro tem sido feito por
meio de notas oficiais divulgadas pelo Ministério de Relações Exteriores.
Até o momento, o presidente Lula não falou publicamente sobre a situação no
Oriente Médio e nem fez publicações nas redes sociais.
Logo na manhã de sábado (28), após o ataque norte-americano, o Itamaraty
condenou a ação conjunta de EUA e Israel ao Irã e disse que as negociação entre
as partes é “único caminho viável para a paz”.
Horas depois, com a escalada da hostilidade no Oriente Médio, o governo
brasileiro divulgou uma nova nota oficial prestando solidariedade aos países
impactados por ataques retaliatórios do Irã e pediu a interrupção de ações militares na
região do Golfo.
Na nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a escalada representa
uma grave ameaça à paz.




