Lula e Bolsonaro: a desilusão diante da prisão

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Principais líderes políticos do país, Lula e Jair Bolsonaro têm em comum características populistas e centralizadoras. Ambos se apresentam como defensores do povo, porém suas mobilizações não tiveram o apoio esperado. Quando ameaçaram mobilizar as massas para enfrentar crises políticas, como no impeachment de Dilma Rousseff, que acabou sem grande apoio nas ruas, a promessa de mobilização popular não se concretizou. O mesmo ocorreu quando Lula enfrentou as acusações da Operação Lava-Jato e Bolsonaro foi questionado no Supremo Tribunal Federal, sem grandes manifestações populares de apoio.
Em 1961, Jânio Quadros renunciou ao cargo esperando apoio popular que não veio, mostrando a imprevisibilidade da população. Jair Bolsonaro também enfrentou a falta de apoio popular em suas marchas, que foram perdendo força ao longo do tempo. Mesmo com provocações a Lula sobre a capacidade de mobilização, Bolsonaro não conseguiu sustentar a imagem de grande mobilizador popular.
Quando Lula foi preso para cumprir sua pena, quase não houve apoio popular, nem mesmo nas redes sociais. A desilusão diante da falta de apoio transcende a linha partidária. Ambos os líderes políticos enfrentaram a decepção de não ver o povo que sempre afirmaram representar nas ruas defendendo-os em momentos difíceis. A realidade mostra que o poder de mobilização popular não é tão eficaz quanto gostariam de acreditar, mostrando a fragilidade da relação entre políticos e população.

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