SÃO PAULO (SP) — O maior colégio eleitoral do país vive um cenário de guerra política: o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão matematicamente empatados no primeiro turno para presidente em São Paulo, com 35% das intenções de voto cada. A disputa promete ser uma das mais acirradas da história recente, com os dois lados já se preparando para uma batalha corpo a corpo nos próximos meses.
O levantamento, realizado pelo Datafolha entre os dias 1º e 3 de julho, ouviu 1.608 eleitores do estado de SÃO PAULO e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O empate técnico já era esperado por analistas, mas a força de Flávio Bolsonaro, mesmo sem o pai Jair como candidato, surpreendeu nos bastidores.
Empate técnico no maior colégio eleitoral do país
No primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem lado a lado, com 35% cada. Muito atrás, aparecem Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), todos com 3%. Os demais candidatos somam de 1% a 2%, enquanto 8% dos eleitores disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum, e 3% não souberam responder.
O cenário se complica para Lula quando analisada a rejeição: 51% dos paulistas afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Já Flávio Bolsonaro é rejeitado por 43% — uma diferença significativa que pode pesar em uma eventual disputa no segundo turno.
Segundo turno desenhado e rejeição recorde
No confronto direto entre Lula e Flávio, o senador do PL marca 46% contra 43% do petista — empate técnico dentro da margem de erro. Os votos brancos e nulos somam 10%, e 1% não soube responder. O Datafolha ainda testou Lula contra outros nomes da direita: contra Ronaldo Caiado, o petista tem 42% contra 43% do governador de Goiás; contra Romeu Zema, Lula aparece com 41% ante 44% do mineiro.
Os números mostram que Lula enfrenta um dos maiores desafios de sua carreira política em São Paulo. A rejeição de 51% é a mais alta entre todos os presidenciáveis testados — Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, distante oito pontos. Para virar o jogo, a campanha petista terá que conquistar eleitores que hoje declararam voto em outros candidatos ou que anulam o voto, em uma corrida que já começou a todo vapor.



