O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro entram na fase das convenções partidárias com importantes desafios em Minas Gerais, Ceará e Goiás. Ambos os políticos são vistos como principais pré-candidatos à Presidência, cuja articulação nos estados é fundamental para a formação de alianças e chapas ao Senado.
No estado de Minas Gerais, Flávio aguarda uma definição do senador Cleitinho (Republicanos-MG) sobre sua participação na disputa pelo governo estadual. O PL já manifestou apoio a Cleitinho em maio, mas ele ainda não se posicionou sobre a candidatura. O senador, que pode esperar até o último momento do calendário partidário, questionou: “Por que eu tenho que decidir agora, se o povo não quer saber nada de política agora?” Esta dúvida pode arrastar a decisão até 5 de agosto, data limite para a convenção.
Enquanto isso, o PT no estado já anunciou Patrus Ananias (PT-MG) como pré-candidato ao governo, após recuos da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, e do senador Rodrigo Pacheco (PSB). O cenário em Minas é complexo, com a extrema direita ganhando força e o deputado Nikolas Ferreira (PL) se destacando como o mais votado na história do estado.
No Ceará, Flávio ainda enfrenta impasses na formação de sua chapa para o Senado. Em 10 de julho, ele lançou a pré-candidatura de Alcides Fernandes (PL-CE), mas uma divisão surgiu com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) insistindo na inclusão de Priscila Costa (PL) como candidata. Além disso, há uma aproximação do PL com Ciro Gomes (PSDB), que pretende disputar o governo, criando novas tensões dentro do próprio grupo bolsonarista.
Recentemente, em um vídeo de mais de 20 minutos, Michelle expressou seu descontentamento, afirmando que Flávio a “humilhou”; o senador teve que pedir desculpas, mas essa situação parece ter intensificado desavenças públicas entre os aliados. As composições no Ceará são cruciais para fortalecer a base de Flávio nas eleições presidenciais futuras.
O quadro se torna ainda mais complicado em Goiás, onde a situação é descrita por aliados como o principal nó a ser desfeito. Lula se posiciona a favor da deputada Adriana Accorsi (PT) como candidata ao governo, porém, o diretório estadual do PT e Accorsi apoiam Luis Cesar Bueno (PT) na pré-candidatura. Lula também tem planos de apoiar Aava Santiago (PSB) para o Senado, mas a vereadora tem demonstrado interesse em uma vaga na Câmara dos Deputados.
As convenções estaduais precisam ser concluídas até 5 de agosto. Após isso, as legendas têm até o prazo estabelecido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para formalizar as candidaturas. A convenção do PL ocorrerá no dia 25 deste mês, mas ainda não está claro se Flávio revelará seu nome para a vice-candidatura neste evento.
Por outro lado, a convenção nacional do PT está marcada para a semana seguinte, e há expectativa de que o partido oficialize Geraldo Alckmin (PSB) como vice de Lula em uma tentativa de reeleição. A cerimônia deve ser fundamental, especialmente após Alckmin ter resistido a alternativas de disputas em outros cargos.



