Lula não vai participar da assinatura oficial do acordo entre o Mercosul e a
União Europeia; entenda
Presidente recebeu nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, a presidente da
Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O encontro é visto como uma estratégia
para consolidar o Brasil como maior negociador do acordo.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, posa para uma foto com
a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o ministro das Relações
Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o comissário europeu de Comércio e
Segurança Econômica, Maroš Šefčovič, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro,
Brasil, em 16 de janeiro. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Lula (PT) é o único líder que não vai participar do evento onde acontecerá a
assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, em Assunção, no
Paraguai, no sábado (17). O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, será
o representante do Brasil no evento.
Os presidentes da Argentina, Uruguai e Paraguai confirmaram presença no evento
de sábado. Além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o
presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Ao mesmo tempo, Lula recebeu nesta sexta-feira Ursula von der Leyen,
no Rio de Janeiro. Esse encontro é visto como uma estratégia para consolidar o
papel do Brasil como maior negociador do acordo entre Mercosul e União Europeia
sob o ponto de vista político.
Tanto que os líderes europeus procuraram o Palácio do Planalto em busca de uma
agenda com Lula, também visando dar protagonismo ao presidente brasileiro na
tentativa de vender a imagem do país como fiador do acordo.
Para a diplomacia brasileira, a reunião de hoje teve um peso superior a de
amanhã.
Segundo fontes ouvidas pelo DE, Lula busca uma “foto da vitória” com as maiores
autoridades da UE. Hoje, o bloco sul-americano está temporariamente sob
presidência paraguaia.
Lula diz que acordo Mercosul-UE é bom para multilateralismo e para o mundo
democrático
AGRADECEU A LULA POR ENCABEÇAR AS TRATATIVAS
No encontro desta sexta, Lula classificou demora em estabelecer o acordo como
“25 anos de sofrimento e tentativa de acordo”. Em seguida, afirmou que o
acordo vai além da dimensão econômica, pois União Europeia e o Mercosul
compartilham valores “como respeito à democracia, ao Estado de Direito e
direitos humanos”.
Após a fala do presidente, Ursula von der Leyen, também se pronunciou. Segundo
ela, o acordo se trata de uma conquista de “uma geração inteira”. Nesse
contexto, ela agradeceu a Lula por encabeçar as tratativas do acordo.
Lula se encontra com representante da União Europeia no Rio de Janeiro —
Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República
A estratégia de faltar no sábado também busca evitar dividir o palanque com o
presidente argentino, Javier Milei, com quem Lula mantém uma relação protocolar
e distante.




