A pesquisa realizada pela Quaest e divulgada pelo jornal O Globo nesta quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado desonesto por 49% dos entrevistados. Em comparação, 42% dos entrevistados afirmam o mesmo sobre Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à presidência.
Os dados revelam que, enquanto apenas 28% dos respondentes acreditam em Lula como honesto, esta percepção cai para 23% quando se trata de Flávio Bolsonaro. A pesquisa, contratada pela TV Globo e O Globo, tem uma margem de erro de dois pontos percentuais, o que sugere um cenário competitivo entre os dois políticos.
A avaliação de desonestidade de Lula varia entre as regiões do Brasil, sendo mais alta no Sudeste, onde 61% dos entrevistados o veem desta forma. No Nordeste, esse percentual é significativamente menor, atingindo apenas 32%. A percepção sobre Flávio Bolsonaro apresenta um padrão oposto: no Nordeste, 55% dos entrevistados o consideram desonesto, enquanto no Centro-Oeste e Norte, esta taxa cai para 32%.
Além disso, a percepção de desonestidade diminui com a idade. Entre os mais jovens, de 16 a 34 anos, 55% afirmam que Lula é desonesto, em comparação a 40% entre os idosos. Já entre eleitores com ensino médio e superior, essa avaliação para Lula é de 59% e 58%, respectivamente. Para Flávio, entre católicos, a desonestidade é percebida por 45% dos entrevistados, enquanto entre evangélicos, o percentual é de 33%.
A pesquisa também incluiu outros candidatos, como Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), e mostrou que muitos eleitores não os conhecem o suficiente para opinar. Essa falta de conhecimento é mais acentuada no caso de Renan Santos, com 86% dos entrevistados se declarando sem opinião.
O contexto da pesquisa se dá em meio a investigações envolvendo tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro. A gestão de Lula enfrenta pressões por conta da investigação contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que é acusado de tráfico de influência no governo federal. Lulinha nega as acusações e afirma que não cometeu irregularidades.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, está imerso em uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) conhecida como “Dark horse”, que investiga o financiamento de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que os recursos para a produção foram solicitados pelo senador, e há suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção, o que ele nega.
A pesquisa da Quaest foi realizada entre 10 e 13 de setembro com um total de 2.004 entrevistas presenciais. Com um índice de confiança de 95%, esses dados fornecem uma visão relevante sobre a percepção dos brasileiros em relação aos líderes da disputa eleitoral atual.



