O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo e já recebeu alta hospitalar. O procedimento, indicado principalmente em casos de avanço da idade, é realizado com anestesia local, é rápido e indolor, não necessitando de internação. No pós-operatório, é recomendado repouso relativo, evitar coçar os olhos, usar colírios antibióticos e anti-inflamatórios. Segundo a presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Maria Auxiliadora Frazão, a catarata se caracteriza pela opacidade do cristalino, prejudicando a visão progressivamente. Com a cirurgia, o cristalino é substituído por uma lente artificial.
Os sinais de catarata incluem visão turva, sensibilidade à luz, alterações na percepção de cores e dificuldade para enxergar à noite. Também são comuns halos ao redor de luzes, visão dupla e necessidade de trocar frequentemente a graduação dos óculos. O procedimento cirúrgico é recomendado e, em geral, é realizado em um olho de cada vez, com intervalo entre as cirurgias. A presidente do CBO ressalta a importância de avaliar os resultados do primeiro procedimento antes de prosseguir com o segundo olho.
A cirurgia de catarata apresenta riscos, como infecções e descolamento de retina, que devem ser considerados. É fundamental realizar exames prévios para avaliar a saúde do paciente e identificar possíveis contraindicações, como diabetes descontrolado e alterações de retina. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por realizar grande parte das cirurgias de catarata, com um aumento de 120% no número de procedimentos em 10 anos.
Os dados do Observatório da Saúde Ocular indicam que mais de 7,8 milhões de cirurgias de catarata foram realizadas pelo SUS entre 2015 e 2025. A maioria dos procedimentos foi feita em pacientes com idade entre 40 e 69 anos, demonstrando a importância e a abrangência desse tipo de cirurgia oftalmológica.




