O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rechaçou nesta quarta-feira o avanço do conflito no Oriente Médio e afirmou que a alta do diesel é uma ‘desgraça’ provocada pelos ‘ricos’.
Em evento realizado em Brasília, Lula culpou os países integrantes do Conselho de Segurança pela guerra entre Estados Unidos e Irã e disse que os ‘tiros’ dados pelo presidente Donald Trump fazem o preço do combustível aumentar no mundo inteiro.
‘Toda desgraça causada pelos ricos arrebenta na porta das pessoas que não tem nada a ver com isso’, afirmou Lula. ‘Nós aqui que não temos nada a ver com isso, a 14 mil quilômetros do Irã, por que temos que pagar o preço do combustível? Por irresponsabilidade dos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU.’
Lula ainda afirmou que empresas tiram ‘proveito da desgraça’, ao se referir à interpretação dominante no governo de que as distribuidoras de combustível estão usando o benefício do governo, de zerar o PIS e a Cofins sobre o diesel, para fazer caixa, e não estão repassando a diminuição do preço ao consumidor.
Na última semana, o governo anunciou um pacote de medidas para tenta conter a alta dos combustíveis provocada pelo acirramento do conflito no Oriente Médio e evitar a paralisação de caminhoneiros no Brasil.
Como mostrou O Globo, o governo avalia ir a Justiça para conter o aumento do preço do diesel e estuda novas medidas para arrefecer qualquer movimento de paralisação de caminhoneiros.
A Advocacia-Geral da União estuda a possibilidade de mover ações civis públicas pedindo indenização por danos morais e materiais coletivos contra distribuidoras de combustíveis grupos de redes de postos, com o argumento de que estão praticando preços abusivos ao transferir aumentos sem justificativa de mercado.
Outra medida à mesa, é a edição de um ato normativo para dar mais poder de atuação a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para aplicação de multa e sanção de empresas que desobedecerem a tabela de frete mínimo.
O presidente Lula trouxe à tona questões importantes que afetam diretamente o bolso do cidadão comum e as relações internacionais, evidenciando a complexidade das influências geopolíticas nos preços dos combustíveis.



