O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrou indignação com a prisão, em 3 de janeiro, do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças americanas. Lula criticou duramente a ação e reprochou Trump por minar o multilateralismo ao tentar criar uma ‘nova ONU’ da qual apenas ele seria o ‘dono’, referindo-se à Junta de Paz para Gaza. Em um evento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lula afirmou estar indignado com a situação na Venezuela, questionando a falta de respeito à integridade territorial do país.
Em suas críticas diretas a Trump, Lula reforçou a posição do Brasil de não se submeter a nenhum país e afirmou que o país latino-americano não será uma colônia novamente. Apesar de receber um convite do presidente americano para participar da Junta de Paz de Gaza, Lula acusou Trump de desmantelar a ONU em prol do unilateralismo. Segundo Lula, está ocorrendo uma destruição da Carta da ONU e a proposta de criar uma ‘nova ONU’ sob domínio exclusivo de Trump.
Defendendo o diálogo como forma de enfrentar o poderio militar, Lula rejeitou a ideia de uma guerra armada com os EUA, Rússia ou outros países. Ele destacou a importância de persuadir, argumentar e demonstrar a invencibilidade da democracia. Suas declarações quebraram uma aparente trégua com Trump, após acordos firmados para reduzir tarifas impostas pelo presidente dos EUA. As críticas de Lula enfatizam a necessidade de manter a paz e a cooperação internacional.
Lula chamou atenção para a importância de preservar a democracia diante das ameaças unilaterais de Trump. Sua postura firme em relação às tentativas de dominação global reflete a preocupação com a preservação dos princípios da soberania nacional. Ao rejeitar uma abordagem belicosa, Lula reafirma a busca por soluções pacíficas e baseadas no respeito mútuo entre nações.
O ex-presidente brasileiro concluiu suas declarações reiterando a defesa da democracia e da paz como valores inegociáveis. Seu posicionamento crítico em relação às ações de Trump evidencia a necessidade de resistir à imposição de vontades unilaterais e reafirmar o compromisso com o diálogo e a negociação como meios de solucionar conflitos internacionais.




