Lula, sobre Ewbank e Gagliasso: “vamos construir um mundo sem racismo”

Lula se pronuncia racismo

Por meio de suas redes sociais, o ex-presidente Lula (PT) se pronunciou a respeito do caso de racismo envolvendo os filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso. Na publicação do candidato à Presidência da República nas próximas Eleições, ele desejou solidariedade à família e também aos angolanos que sofreram discriminação.

O pronunciamento de Lula

Horas depois do caso de racismo contra as crianças Títi e Bless, além de angolanos que estavam em um restaurante de Portugal, Lula decidiu se manifestar via redes sociais, desejando forças para as vítimas.

Nenhuma mãe ou pai merece ver seus filhos sendo vítimas de xingamentos racistas. Minha solidariedade a @gioewbank, @brunogagliasso, sua família e também aos turistas angolanos que sofreram ataques racistas ontem. Vamos construir um mundo sem racismo”, escreveu Lula.

Entenda o caso

O caso a que Lula se refere aconteceu neste final de semana. Giovanna Ewbank, Bruno Gagliasso e os filhos Títi e Bless estavam em um restaurante português na Costa da Caparica quando uma mulher começou a direcionar insultos à família, ofendendo também 15 angolanos presentes.

Segundo os artistas e testemunhas, a mulher proferiu absurdos como “voltem para a África” e “pretos imundos”.

A atriz e modelo Giovanna Ewbank não deixou barato. Ela foi até a mulher e a confrontou, chamando-a de “racista nojenta” e afirmando que ela merecia apanhar por aquele tipo de comportamento. O marido, Bruno Gagliasso, acionou a polícia. Ambos prestaram queixa formal. A mulher chegou a ser presa, mas já foi liberada.

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Ex-marqueteiro de Milei é indiciado pela PF por tentativa de golpe

Fernando Cerimedo, um influenciador argentino e ex-estrategista do presidente argentino Javier Milei, é o único estrangeiro na lista de 37 pessoas indiciadas pela Polícia Federal (PF) por sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Essas indecisões foram anunciadas na quinta-feira, 21 de novembro.

Cerimedo é aliado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e teria atuado no ‘Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral’, um dos grupos identificados pelas investigações. Além dele, outras 36 pessoas foram indiciadas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta seu terceiro indiciamento em 2024.

Em 2022, o influenciador foi uma das vozes nas redes sociais que espalhou notícias falsas informando que a votação havia sido fraudada e que, na verdade, Bolsonaro teria vencido Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.

Além disso, ele também foi responsável por divulgar um ‘dossiê’ com um conjunto de informações falsas sobre eleições no país. Em vídeos, ele disse que algumas urnas fabricadas antes de 2020 teriam dois programas rodando juntos, indicando que elas poderiam ter falhas durante a contagem de votos.

Investigações

As investigações, que duraram quase dois anos, envolveram quebras de sigilos telemático, telefônico, bancário e fiscal, além de colaboração premiada, buscas e apreensões. A PF identificou vários núcleos dentro do grupo golpista, como o ‘Núcleo Responsável por Incitar Militares a Aderirem ao Golpe de Estado’, ‘Núcleo Jurídico’, ‘Núcleo Operacional de Apoio às Ações Golpistas’, ‘Núcleo de Inteligência Paralela’ e ‘Núcleo Operacional para Cumprimento de Medidas Coercitivas’.

Os indiciados responderão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. A lista inclui 25 militares, entre eles os generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, todos ex-ministros de Jair Bolsonaro. O salário desses militares, que variam de R$ 10.027,26 a R$ 37.988,22, custa à União R$ 675 mil por mês, totalizando R$ 8,78 milhões por ano.

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