Na corrida para a Presidência da República em 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma vantagem significativa em comparação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no que diz respeito ao horário eleitoral gratuito de televisão. Segundo as estimativas, Lula contará com cerca de 5 minutos e 32 segundos de propaganda, enquanto Flávio poderá dispor de aproximadamente 4 minutos e 20 segundos.
A diferença no tempo de propaganda decorre das coligações partidárias formadas por cada candidato. A distribuição do tempo leva em consideração a representatividade dos partidos no Congresso Nacional, tendo como base uma tabela divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O horário eleitoral gratuito será transmitido entre os dias 28 de agosto e 1º de outubro. Essa janela de tempo representa uma ocasião crucial para os candidatos apresentarem suas propostas aos eleitores.
Lula terá o maior tempo de TV devido à formação da sua federação, chamada Brasil da Esperança, que inclui o PT, o PCdoB e o PV, além do apoio de outros partidos como o PSB e o PDT. Essa aliança robusta contrasta com a situação de Flávio Bolsonaro, que, embora o PL tenha uma das maiores bancadas da Câmara, não conseguiu formar uma coligação mais ampla para a disputa presidencial.
Na eleição de 2022, Jair Bolsonaro, que contava com o apoio formal de partidos como PP e Republicanos, teve um tempo de propaganda superior ao que Flávio poderá ter em 2026. Neste ano, a federação formada por PP e União Brasil decidiu não lançar um candidato à Presidência, nem apoiar oficialmente nenhum nome, e os Republicanos e o Podemos optaram pela neutralidade, resultando em uma diminuição do tempo de propaganda para Flávio.
Além de Lula e Flávio Bolsonaro, outros candidatos também terão acesso ao horário eleitoral gratuito. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), deve contar com cerca de 2 minutos e 2 segundos de propaganda. Já Augusto Cury (Avante) terá aproximadamente 36 segundos, uma vez que o partido conta com apenas sete deputados federais eleitos.
É importante ressaltar que dois candidatos não terão direito a tempo de televisão. Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) ficaram de fora do horário eleitoral gratuito, uma vez que seus partidos não atingiram a cláusula de desempenho necessária para acesso a recursos e tempo de propaganda.
A divisão do horário eleitoral ocorre segundo regras estabelecidas pela legislação eleitoral. Do total, 90% do tempo são distribuídos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos, enquanto os 10% restantes vão para os partidos que superarem a cláusula de desempenho, que na próxima eleição exigirá a conquista de 13 cadeiras na Câmara em pelo menos um terço dos estados ou 2,5% dos votos válidos.



