O crime chocante envolvendo a garotinha Isabelly Oliveira Assunpção, de apenas três anos, que morreu afogada em uma máquina de lavar roupas é objeto de denúncia do Ministério Público (MP). Segundo a acusação, a madrasta Suzana Dazar dos Santos teria utilizado brinquedos e um banquinho para induzir a criança ao afogamento. O trágico episódio ocorreu em maio de 2022, na véspera do dia das mães, quando a pequena brincava na lavanderia sob os cuidados da madrasta.
A denúncia detalha que Suzana colocou o banquinho em frente à máquina cheia de água, acrescentou brinquedos no eletrodoméstico, posicionou Isabelly sobre o banco para brincar com os objetos e deixou a menina sozinha na lavanderia por tempo suficiente para que a fatalidade acontecesse. O MP argumenta que a madrasta agiu com dolo e previu conscientemente o risco de causar a morte da criança, motivada por ciúmes e sentimento de posse em relação ao pai de Isabelly, acreditando que a menina prejudicava o relacionamento entre eles.
Diante dos terríveis fatos apresentados na denúncia, Suzana Dazar dos Santos se tornou ré por homicídio doloso por motivo torpe, emprego de asfixia e violência doméstica e familiar. A denúncia foi aceita em janeiro deste ano, e os advogados de defesa da acusada contestam as acusações, alegando que se tratou de um trágico acidente e não de um crime premeditado. A defesa ressalta que não há indícios de dolo no processo, enfatizando a boa relação entre madrasta e enteada.
Segundo a denúncia, o crime foi praticado em um contexto de violência doméstica e familiar, sendo qualificado também pela morte da menina em decorrência de asfixia mecânica interna, ou seja, afogamento na máquina de lavar roupas. O caso foi amplamente noticiado na região, despertando a indignação da população e levantando questões sobre a segurança e proteção das crianças no ambiente doméstico. Agora, caberá à Justiça decidir os próximos passos do processo.
O triste episódio que resultou na morte de Isabelly Oliveira Assunpção evidencia a importância de combater a violência doméstica e familiar, bem como de garantir a proteção das crianças em situações vulneráveis. A sociedade clama por justiça e responsabilização dos envolvidos nesse terrível ocorrido, reforçando a necessidade de promover ambientes seguros e livres de violência para todas as crianças. A comoção gerada por esse caso trágico ressalta a importância de prevenir e combater atos de violência no seio familiar.