Uma pessoa querida e que tinha uma boa convivência. Assim é descrita Maria Helena de Souza, de 50 anos, que foi morta no último sábado (21) com um tiro de espingarda. Ela estava visitando o pai acamado, de 66 anos, em Igrejinha, segundo a Polícia Civil.
“Eu não conhecia ninguém que não gostasse dela, ou que falasse mal, ou que tivesse qualquer tipo de interpretação errada”, destaca o genro, Thiago Tormes.
Crime na família
Segundo a investigação policial, Lurdes de Fátima de Lima Maurina teria ficado contrariada com a visita de Helena ao pai da vítima. De acordo com o boletim, integrantes da Brigada Militar foram enviados ao endereço após uma denúncia de disparo de arma de fogo. Quando chegaram ao local, acompanhados pelos Bombeiros Voluntários, encontraram a vítima caída no chão, já sem vida.
Conforme a polícia, após um desentendimento entre as duas, a suspeita teria seguido até um dos quartos da casa, onde teria pego uma espingarda calibre 12 e efetuado um disparo contra a enteada. O filho mais novo da vítima estava com a mãe no momento do crime, segundo o delegado Ivanir Caliari, responsável pelo caso.
Depois do tiro, Lurdes teria fugido pelos fundos da residência, em direção a um matagal. Buscas foram feitas nas áreas próximas, mas ela não havia sido localizada.
Perda de uma mãe e avó amorosa
Representante comercial, Maria Helena era mãe de dois filhos: Ahmanda, de 28 anos, e Matheus, de 21. Segundo quem convivia de perto com ela, Helena vivia intensamente o papel de mãe e avó.
Despedida emocionante
O corpo de Helena foi velado na Capela Mortuária Martim Lutero, em Igrejinha. O sepultamento ocorreu por volta das 11 horas no Cemitério Ecumênico Parque das Araucárias, em Canela.
A vida de Maria Helena de Souza foi interrompida de forma trágica, deixando sua família e amigos enlutados e em choque. O brutal crime dentro da própria família traz à tona reflexões sobre os laços de parentesco e convivência, revelando a fragilidade das relações humanas quando confrontadas por conflitos e desentendimentos.




