Jornal Diário do Estado

Mãe ataca criminoso que matou e abusou de filha de 5 anos

Caso aconteceu no Cazaquistão, após acusado confessar os crimes. Ele foi condenado à castração química e prisão perpétua

Um homem acusado de estuprar e assassinar uma criança de cinco anos, no Cazaquistão, foi agredido com socos pela mãe da garotinha enquanto entrava na audiência de custódia. O caso foi registrado por televisões locais e chocou todo o país.

Segundo o tabloide Daily Mail, Saidolim Gayibnazarov era amigo da família e teria oferecido dinheiro para que a criança comprasse sorvete. Em seguida, ele a estuprou, a sufocou com um saco plástico e deu oito facadas nela.

Em seguida, o homem escondeu o corpo da criança no sótão da casa onde morava e se reuniu com os pais para ajudar na busca pela menina que estava desaparecida. Ele teria dado uma pista falsa, dizendo que havia visto a criança andando em direção a um canal.

O crime foi descoberto após o pai da garotinha encontrar a camiseta da filha na casa de Gayibnazarov. Oito horas após o começo das buscas, o corpo foi encontrando e pessoas da comunidade tentaram linchar o homem, antes que a polícia aparecesse.

A audiência ocorreu dois meses depois do ataque sexual e do assassinato. O criminoso foi condenado à castração química, realizada através de injeções regulares, e à prisão perpétua em um presídio de alta segurança.

Agressão e revolta

Quando viu o acusado de matar a filha saindo da cela do tribunal, a mãe da criança passou a agredi-lo com socos enquanto gritava. Ela ficou tão abalada que precisou de atendimento médico.

“Ele não admitiu que era culpado de estuprar minha filha e alegou estar bêbado na época. Mas não acho que ele estiva bêbado. Ele me contou tudo em detalhes, como levou minha filha para sua casa e como a matou. Mesmo quando procurávamos a minha filha, ele nos ‘ajudou’ na busca, dizendo que Erkezhan tinha ido em direção ao canal. Então, ele levou todas as pessoas que procuravam minha filha para o canal e enganou todo mundo”, afirmou.

Segundo o pai da menina, o acusado é conhecido por ele desde a infância e nunca imaginou que isso aconteceria. “Eu não tinha ideia de que ele cometeria um crime assim. Nunca iremos perdoá-lo”, acrescentou.

O assassino já havia sido condenado pela morte de um homem usando um machado.