Mãe que viajou ao Egito para recuperar filho oferece recompensa por informações
A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo passou a oferecer uma recompensa de 10 mil libras egípcias por informações de seu filho, Adam, levado ao Egito pelo pai sem a permissão da mãe em 2022. Karin segue sem ver o filho há três anos, mesmo tendo conquistado a guarda do menino no país africano, onde mora atualmente.
Uma seguidora de Karin nas redes sociais se ofereceu para pagar a recompensa depois que duas buscas não tiveram sucesso em recuperar o menino. O valor é superior ao salário mínimo no Egito, de 7 mil libras egípcias, e vale cerca de R$ 1 mil. A recompensa começou a ser oferecida na sexta-feira (20).
A defesa da mãe informou que também pediu à Justiça Federal de São Paulo a quebra de sigilo telefônico, telemático e de e-mails de Ahmed Tarek Mohamed Faiz Abedelkaleg, pai da criança. O objetivo é permitir o rastreamento por telemetria do homem. Segundo Karin, a Justiça ainda não decidiu sobre o pedido.
Reações iniciais
“Ninguém está aguentando mais tanta negligência. Dos dois lados, daqui e do Brasil também. Ninguém me dá posicionamento de nada. Tudo lento, cansativo, e absurdo, né? Estou esgotada”, afirmou Karin.
Buscas sem sucesso e queixa contra família
Após as duas tentativas de busca por Adam no Egito, na casa do pai e da avó paterna, os advogados de Karin fizeram queixa contra ambos na Justiça egípcia, segundo Karin. Segundo os advogados, a queixa trata de contravenção penal contra o pai e a avó paterna pela recusa em entregar o garoto à pessoa legalmente autorizada a mantê-lo sob guarda, conforme a legislação egípcia.
Decisão na Justiça Egípcia
A sentença do Tribunal de Apelações do Cairo reverteu a decisão de primeira instância que havia retirado a guarda de Karin e transferido o menino para a avó paterna, sob a alegação de que a mãe era “inapta para cuidar do filho e inadequada para exercer sua guarda”. No documento, traduzido por uma tradutora juramentada, os juízes afirmam que as acusações usadas pela família de Ahmed para afastá-la eram baseadas em “boatos” e que as alegações apresentadas pelo pai e pela avó paterna não tinham fundamento.



