Criança filma mãe sendo espancada por outra mulher no meio da rua; vítima morreu horas depois, no Paraná
Polícia afirma que crime foi motivado por ciúmes. Vítima tinha problemas respiratórios e usava balão de oxigênio para respirar. Suspeita foi presa em flagrante. DE tenta identificar a defesa dela.
Uma mulher morreu horas depois de ser espancada no meio da rua por outra mulher em Palmital, na região central do Paraná.
O ataque aconteceu nesta segunda-feira (5) e foi filmado pela filha da vítima, que tem 10 anos de idade. DE optou por não divulgar as imagens por elas serem fortes.
Segundo o delegado Márcio Cristiano da Silva da Rocha, o crime foi motivado por ciúmes: a suspeita “teve um flerte” com um vizinho da vítima, e por motivos de fofoca e ciúmes começou a ameaçar e a brigar com a vítima.
A suspeita, que tem 33 anos, foi localizada e presa em flagrante. DE tenta identificar a defesa dela.
De acordo com o delegado, a polícia foi acionada logo após a briga, e neste momento a vítima contou que foi agredida fisicamente com socos, chutes e puxões de cabelo. Ela sofreu diversas lesões na cabeça e em várias regiões do corpo.
A mulher já enfrentava problemas cardiorrespiratórios e respirava com a ajuda de um balão de oxigênio (cilindro) – e, conforme Rocha, registrou piora significativa de saúde devido às agressões.
“Ao atendimento médico e exames necessários a vítima foi liberada. Porém, durante a madrugada, voltou a passar mal e foi novamente à unidade de saúde de Palmital, e entrou em óbito no local”, explica.
Agora, a polícia vai ouvir mais testemunhas para confirmar se indicia a suspeita por homicídio qualificado com dolo eventual – quando o autor assume o risco de matar.
“Pode ficar como consequência das investigações que a suposta autora foi indiferente ao resultado morte quando ela abre uma briga dessa proporção com uma pessoa que inclusive respira com ajuda de um balão de oxigênio. Ainda não teve o indiciamento, mas pode ser que ao final das investigações vá para esse resultado para esse tipo legal”, detalha.
DE optou por não divulgar o nome da vítima para proteger a identidade da filha dela, criança responsável por gravar o crime.




