RIO DE JANEIRO (RJ) — Uma mulher foi presa em flagrante na madrugada de domingo (7) em São João da Barra, no Norte Fluminense, após enviar um vídeo em que aparece agredindo o próprio filho, um bebê de apenas 5 meses, com tapas no rosto e proferindo ameaças de morte contra ele e outra criança, de 1 ano e 11 meses. O caso chegou ao conhecimento das autoridades após o conteúdo circular e ser denunciado ao Conselho Tutelar, que acionou a Polícia Militar. De acordo com as investigações, a suspeita teria gravado e compartilhado as imagens com o pai de uma das crianças como forma de pressão para o pagamento de pensão alimentícia.
Nas imagens, que chocaram os investigadores, a mulher repete frases como “vai morrer” e afirma: “eu vou matar essas crianças todinha aqui”, em um tom de extrema agressividade. Além das agressões físicas ao bebê, ela menciona um homem e outros envolvidos, a quem chama de “caras miseráveis”, responsabilizando-os pela falta de envio do dinheiro. Em tom de coação, diz que o não pagamento resultaria na morte das crianças, indicando um cenário de risco imediato.
Conselho Tutelar e polícia agiram rapidamente
O Conselho Tutelar de São João da Barra informou, em nota, que recebeu a denúncia sobre as supostas agressões na localidade do Açu. Após checar o fato e comprovar as agressões, o órgão efetuou o Boletim de Ocorrência na 145ª Delegacia de Polícia e encaminhou as vítimas à Sala Lilás, setor municipal responsável pelo acolhimento e atendimento especializado a vítimas de violência. O bebê de 5 meses foi encaminhado para acolhimento institucional, enquanto o menor de 1 ano e 11 meses está sob os cuidados do pai, que não é o pai do bebê agredido. Segundo o Conselho, o pai biológico do bebê ainda não apareceu. A suspeita, após o envio do vídeo, teria ingerido diversos medicamentos e precisou de atendimento médico em uma unidade de saúde do município, onde foi localizada pela polícia.
Flagrante e encaminhamento ao sistema prisional
Após a localização, a mulher foi conduzida à delegacia e autuada em flagrante pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica e ameaça. Ela foi encaminhada ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação na 145ª DP, que apura ainda a participação de outras pessoas e as circunstâncias das ameaças. A rápida atuação do Conselho Tutelar e da polícia foi fundamental para garantir a segurança das crianças, que estão sob proteção do Estado. O pai de uma das crianças, que presenciou parte do ocorrido, solicitou apoio médico e acompanha o caso.
A violência doméstica contra crianças é uma realidade alarmante no estado do Rio de Janeiro. Casos como esse reforçam a necessidade de canais de denúncia e da atuação integrada entre Conselhos Tutelares e forças de segurança para a proteção de menores em situação de risco.


