Mãe pede ajuda para investigação de filha desaparecida em Goiânia

mae-pede-ajuda-para-investigacao-de-filha-desaparecida-em-goiania

Desde o dia 3 de julho de 2009, não há um dia sequer que Edlamar Rosária da Silva Oliveira, de 60 anos, moradora de Nova Glória, na região central de Goiás, não pense na filha primogênita, que desapareceu em Goiânia, quando estava grávida. A estudante de enfermagem Mayra da Silva Paula, então com 20 anos, foi vista pela última vez por uma vizinha, proprietária do apartamento onde ela morava na capital. Desde então, o paradeiro da jovem é um mistério que não foi solucionado até hoje pelas autoridades policiais.

A angústia da professora aposentada se deve ao arquivamento das investigações tanto pela Polícia Civil de Goiás quanto pela Polícia Federal, por falta de provas. Em entrevista ao g1, Breyder Ferreira da Silva, advogado da família, explicou que a investigação foi arquivada na Justiça Federal porque o Ministério Público considerou que não havia mais nada a ser feito. A família solicitou, porém, que o caso voltasse para o âmbito estadual, o que foi negado pela procuradoria.

Lacunas nas investigações

Essas lacunas também são apontadas pela mãe, Edlamar, que as atribui inclusive a uma sucessão de trocas de delegados que ficaram à frente das investigações. Na ocasião, o desaparecimento da filha foi registrado pela professora na delegacia de Ceres, mas o caso foi transferido para Goiânia, por ter sido o local onde aconteceu.

Na capital, as investigações ficaram a cargo do delegado Jorge Moreira da Silva, da Delegacia de Homicídios. Ele foi um dos oito mortos em um acidente de helicóptero da Polícia Civil, a 35 quilômetros de Piranhas, no sudoeste de Goiás, em maio de 2012.

Caso parte da operação da Força Nacional

Edlamar conta que o caso chegou a fazer parte da operação da Força Nacional em Goiás, em 2011, que assumiu casos de homicídios sem solução no estado. Ainda assim, o desaparecimento de Mayra não foi elucidado.

Segundo a mãe, as investigações passaram pelas mãos de vários delegados.

Na sexta-feira em que sumiu, Mayra deveria ter ido para Nova Glória, como costumava fazer todo final de semestre da faculdade, para passar as férias com a família. A jovem, no entanto, não apareceu.

Versão de Tiago Luis Tavares de Sousa

Diante da negativa, a professora o pressionou, dizendo que sabia que eles estavam tendo um relacionamento. Como o rapaz continuou negando, Edlamar disse que iria à polícia de Goiânia contar o que aconteceu. Cerca de dez minutos depois, Tiago foi à sua casa, acompanhado da mãe, e pediu perdão à professora.

Essa versão foi a mesma que Tiago apresentou à Delegacia de Homicídios, em um depoimento no dia no dia 25 de agosto de 2009, ao qual o g1 teve acesso. Tiago disse à polícia que não acreditava que Mayra tivesse sido vítima de algum crime e que achava que ela estava escondida em algum lugar, esperando o nascimento do bebê.

Inclusão na lista da Interpol

Durante as investigações, o nome de Mayra chegou a ser incluído na chamada Difusão Amarela, lista da Interpol de alerta internacional para pessoas desaparecidas, diante da suspeita de que ela pudesse ter deixado o Brasil, o que até hoje não foi comprovado.

A PF explicou que encaminhou a documentação para fazer a difusão do nome de Mayra na chamada lista amarela. A difusão amarela está válida até 13 de maio de 2031.

Nota da Polícia Militar de Goiás

“A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que, à época dos fatos, realizou os procedimentos pertinentes relacionados ao caso, conforme previsto em suas atribuições legais. Contudo, diante da ausência de elementos probatórios suficientes, os registros foram posteriormente arquivados.”

A Polícia Civil do Estado de Goiás determinou o arquivamento do caso, em razão da inexistência de provas que sustentassem a continuidade da persecução penal.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp