Mãe presa por morte de filha no RJ, filhos expostos a ambiente insalubre

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Justiça mantém prisão de mãe por morte de filha no RJ, e juíza diz que outros filhos foram ‘expostos à ambiente e condições insalubres’

A mulher tem outros dois filhos, de 8 meses e 5 anos, que, segundo a investigação, conviveram com o cadáver da irmã por cerca de um mês. Não se sabe a data exata da morte ainda, mas vizinhos afirmam que ela foi vista a última vez no dia 2 de agosto.

Mãe é presa em flagrante por ocultação de cadáver da filha de 7 anos na Zona Norte do Rio [https://s03.video.glbimg.com/x240/13898826.jpg]

A Justiça manteve a prisão da mãe que é suspeita da morte da filha de 8 anos, [https://DE.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/09/03/crianca-encontrada-morta.ghtml]em audiência de custódia nesta sexta-feira (5). A decisão da juíza Laura Noal Garcia foi de converter a prisão em flagrante para preventiva. A mulher foi presa na quarta (3) após o corpo da filha ser encontrado dentro de casa [https://DE.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/09/03/crianca-encontrada-morta.ghtml] no Morro do Urubu, no Rio.

A juíza de direito entendeu ainda que não cabe prisão domiciliar para a mulher, pois o crime foi cometido contra um descendente. A presa tem outros dois filhos, de 5 meses e 8 anos. A investigação aponta que as crianças conviveram com o cadáver da irmã por cerca de um mês.

“Nesse contexto, a custódia cautelar é necessária para garantia da instrução criminal, a fim de que as testemunhas compareçam em audiência livres de temor e para preservar a integridade física e psíquica dos demais descendentes da custodiada, que, ao que tudo indica, foram expostos à ambiente e condições insalubres”, aponta a decisão.

O corpo da criança, que tinha deficiência física, foi encontrado dentro do quarto na casa onde a família morava no Morro do Urubu, na Zona Norte do Rio, na quarta-feira (3). Vizinhos disseram que a última vez que ela foi vista foi no dia 2 de agosto, um mês antes. O cadáver já estava em fase de esqueletização.

“Certo é que vizinhos e parentes narraram negligência da mãe para o cuidado dos filhos, mencionando que utiliza substância entorpecente e os mantêm sem higiene e alimentação. Ainda, a investigação apurou informações no sentido de que os demais filhos da custodiada (5 anos e 8 meses) teriam convivido com o cadáver da irmã e de que ficavam sozinhos para que a mãe pudesse sair à noite”, relata a juíza.

Ainda de acordo com a decisão, os vizinhos relataram maus-tratos e disseram que a presa impedia que eles ou assistentes sociais entrassem na casa. A mãe é suspeita da morte também e foi indiciada por feminicídio, além da prisão em flagrante por ocultação de cadáver.

A Delegacia de Homicídios da Capital apura quando foi a morte e as causas.

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