Mais de 500 mortes em protesto no Irã, revela grupo de direitos humanos

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MORTES EM PROTESTOS NO IRÃ PASSAM DE 500, APONTA GRUPO DE DIREITOS HUMANOS

Os protestos, inicialmente motivados pela crise econômica e pela desvalorização da moeda local, ganharam contornos políticos e têm sido reprimidos com violência pelas forças de segurança.

11 de janeiro de 2026, 15:28 h

Protesto na rodovia Vakilabad, em Mashhad, província de Razavi Khorasan, Irã, em 10 de janeiro de 2026, nesta captura de tela obtida de um vídeo de mídia social. (Foto: Protesto na rodovia Vakilabad, em Mashhad, província de Razavi Khorasan, Irã, em 10 de janeiro de 2026, nesta captura de tela obtida de um vídeo de mídia social.) Apoie o 247[/apoio]Siga-nos no Google News

247 – O número de mortos em decorrência das manifestações que se espalharam pelo Irã nas últimas duas semanas ultrapassou a marca de 500, segundo dados divulgados neste domingo (11) por uma organização internacional de direitos humanos. Os protestos, inicialmente motivados pela crise econômica e pela desvalorização da moeda local, ganharam contornos políticos e têm sido reprimidos com violência pelas forças de segurança.

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As informações são da agência Reuters, que cita levantamento da Human Rights Activists News Agency (HRANA), grupo sediado nos Estados Unidos e especializado no monitoramento de violações de direitos humanos no Irã. O relatório é baseado em dados coletados por ativistas dentro e fora do país e permanece em constante atualização.

De acordo com a planilha mais recente divulgada pela HRANA, ao menos 490 manifestantes foram mortos durante os confrontos, além de 48 integrantes das forças de segurança. O documento aponta ainda cerca de 10 mil prisões relacionadas aos atos, número que reforça a dimensão da repressão adotada pelas autoridades iranianas.

As manifestações têm ocorrido em diversas cidades do país, incluindo Teerã e Mashhad, capital da província de Razavi Khorasan, onde vídeos divulgados nas redes sociais mostram fumaça, confrontos e a presença intensa de forças policiais e militares. O governo iraniano impôs restrições à internet em várias regiões, dificultando a comunicação e a verificação independente das informações. O aumento no número de mortos intensificou a preocupação de organizações internacionais e de governos estrangeiros, que cobram transparência nas investigações e o fim do uso excessivo da força contra civis. Autoridades iranianas, por sua vez, classificam parte dos manifestantes como “agitadores” e atribuem os distúrbios à interferência externa.

Enquanto a crise se aprofunda, analistas apontam que a combinação entre dificuldades econômicas, inflação elevada e repressão política tem alimentado a insatisfação popular. A expectativa é de que os números continuem sendo revisados à medida que novas informações venham à tona, em um cenário ainda marcado por instabilidade e tensão em todo o país.

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