Uma manifestação de professoras de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, terminou em uma discussão acalorada com o prefeito Edmir Chedid (União) na manhã desta quinta-feira (12). As professoras alegam que foram até a sede da Prefeitura em busca de informações sobre o término de seus contratos com duas empresas terceirizadas, onde prestaram serviço até o final do ano passado. De acordo com as professoras, as terceirizadas não realizaram os pagamentos devidos pelas rescisões contratuais, tampouco deram baixa nas carteiras de trabalho. Uma nova empresa assumiu a gestão, mas não pode contratar as professoras sem a devida baixa nas carteiras.
Durante a manifestação, as professoras solicitaram esclarecimentos sobre a situação contratual, e o prefeito reagiu de forma negativa à presença de um jornalista, chegando a tomar o telefone do repórter que registrava imagens. A discussão prosseguiu dentro da prefeitura com a presença de uma comissão de professoras e vereadores. Em nota, a prefeitura de Bragança Paulista informou que a Justiça do Trabalho determinou a baixa imediata nas carteiras de trabalho, reconhecendo formalmente a dispensa sem justa causa em janeiro deste ano, conforme solicitado pelo Sindicato Intermunicipal dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas no Estado de São Paulo.
Os veículos de imprensa não conseguiram contato com o Sindicato e as empresas envolvidas, porém a Rádio Bragança FM emitiu uma nota repudiando veementemente a atitude do prefeito e classificando-a como uma grave afronta à liberdade de imprensa. A situação criou um clima de tensão e descontentamento na cidade. A população local aguarda por uma resolução rápida e justa para o impasse envolvendo as professoras e as empresas terceirizadas, com o objetivo de garantir os direitos trabalhistas das profissionais da educação.
A manifestação das professoras em Bragança Paulista evidencia a importância de questões relacionadas aos direitos trabalhistas e à transparência nas relações entre os servidores públicos e as empresas contratadas pela prefeitura. É fundamental que os órgãos competentes atuem de forma eficaz para mediar a situação e assegurar que as professoras recebam os pagamentos e os direitos trabalhistas que lhes são devidos. A repercussão do ocorrido reforça a necessidade de diálogo e respeito mútuo entre os diversos atores envolvidos, visando a uma solução justa e satisfatória para todas as partes interessadas.
Os desdobramentos da discussão entre as professoras e o prefeito em Bragança Paulista serão acompanhados atentamente pela sociedade e pelas autoridades locais. O caso coloca em evidência a importância do cumprimento das leis trabalhistas e da garantia dos direitos dos trabalhadores, em consonância com os princípios democráticos e o respeito aos profissionais da educação e demais servidores públicos. A cobrança por transparência e responsabilidade na administração dos recursos públicos se faz cada vez mais necessária, a fim de promover uma gestão eficiente e ética em benefício de toda a comunidade bragantina.




