Protestos no Paraná pedem justiça após mortes dos cães comunitários Orelha e Abacate
Atos em Curitiba e Toledo cobram punição para os dois casos que ganharam repercussão nacional.
As mortes dos cães comunitários Orelha e Abacate mobilizaram manifestações por justiça no Paraná neste sábado (31). Em Curitiba e Toledo, moradores, protetores independentes e representantes de Organizações não-governamentais (ONGs) se reuniram para cobrar rigor nas investigações e punição aos responsáveis por casos de violência contra animais.
Na capital paranaense, o protesto ocorreu às 10h, no Parcão do Museu Oscar Niemeyer. A mobilização foi motivada, principalmente, pela morte de Orelha, cão comunitário que teve o caso amplamente compartilhado nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ao menos quatro adolescentes são suspeitos de agredir o animal de forma violenta, com a intenção de causar a morte.
Durante o ato em Curitiba, os manifestantes realizaram cartazes e faixas cobrando justiça e reforçaram a necessidade de responsabilização dos envolvidos.
No oeste do Paraná, moradores de Toledo se mobilizaram no Parque do Povo, na manhã deste sábado (31). Participantes levaram cartazes com fotos de Abacate e também de Orelha, em um ato simbólico para chamar atenção à recorrência de casos de violência contra animais e à cobrança por punição aos responsáveis.
Abacate foi encontrado ferido por um disparo de arma de fogo e morreu mesmo após atendimento veterinário. Ele vivia há alguns meses na vizinhança e era cuidado por moradores, que criaram vínculo com o cão.
Além do protesto, os manifestantes arrecadaram doações de ração, que serão destinadas a animais resgatados por protetores e entidades da cidade.
Abacate morreu no dia 27 de janeiro após levar um tiro. Ele era cuidado por moradores do bairro Tocantins, em Toledo. Durante o atendimento veterinário, foi constatado que o tiro perfurou o intestino. A bala não ficou alojada.
O cão Orelha morreu após ser brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo a Polícia Civil, o cachorro foi agredido e precisou passar por eutanásia. A investigação é por maus-tratos.




