Autor de renome na TV brasileira, Manoel Carlos faleceu aos 92 anos neste sábado (10) no Rio de Janeiro, conforme confirmado pela família. A causa do óbito não foi divulgada. Internado no Hospital Copa Star em Copacabana, ele vinha lutando contra a Doença de Parkinson, que afetou seu desenvolvimento motor e cognitivo. Conhecido como Maneco, ele iniciou sua trajetória na Globo em 1972, como diretor-geral do ‘Fantástico’, após passagens por outras emissoras do Brasil. Sua carreira artística teve início nos palcos aos 17 anos.
Ao longo de sua carreira, Manoel Carlos produziu novelas que se destacaram pelo cenário e conflitos familiares ambientados no Rio de Janeiro. Suas obras também foram marcadas pelas icônicas ‘Helenas’, retratando mães dedicadas em meio a desafios. Além de autor, ele atuou como escritor e diretor, deixando um legado inestimável. O velório será privado, limitado a familiares e amigos próximos. A família agradece as demonstrações de afeto e pede privacidade neste momento difícil.
Nascido em São Paulo em 1933, Maneco sempre se considerou carioca de coração. Iniciou sua carreira artística como ator aos 17 anos na TV Tupi. Sua incursão na dramaturgia começou na década de 1950, passando por diversas emissoras e contribuindo para a rica história da televisão brasileira. Ele deixa um legado significativo, sendo pai da atriz Júlia Almeida e da roteirista de novelas Maria Carolina, com quem colaborou em várias produções.
Entre suas obras mais emblemáticas estão novelas como ‘Baila Comigo’, ‘Laços de Família’, ‘Por Amor’ e ‘Viver a Vida’, que marcaram gerações de telespectadores. As ‘Helenas’, figuras maternas fortes e inspiradoras, tornaram-se sua marca registrada. Manoel Carlos abordava questões familiares e sociais de forma sensitiva, promovendo reflexões e debates. Sua contribuição para a dramaturgia nacional é inegável e perdurará por gerações.




